domingo, 26 de janeiro de 2025

TEM LINGUIÇA COMENDO CACHORRO

Se apresentarmos uma linguiça para um cachorro, certamente ele a comerá. Essa é a logica, tendo em vista que o cão tem fome e precisa saciá-la. Na nossa vida não é muito diferente, mas como seres pensantes, diferente do animal, somos nós que definimos os objetivos pelos quais estamos dispostos a lutar e quais os caminhos a serem adotados visando sua concretização. 

Em uma visão ampla, se pensarmos institucionalmente, cada empresa, cada setor, cada organização também costuma definir seus objetivos, estampando-os em local visível, estabelecendo sua missão, sua visão e seu valor, para que todos tenham conhecimento e sejam membros cooperadores nessa empreitada.

Essas ferramentas ajudam a construir uma base sólida para o sucesso da organização, e havendo clareza nessas definições busca-se pessoas as mais qualificadas possíveis para tornar tudo isso uma realidade. 

Porém, entretanto, todavia, e por incrível que pareça, existem organizações, cujos envolvidos, por motivos incertos, duvidosos, por desconhecimento das funções daquele seguimento ou mesmo para atender a interesses escusos trabalham na contramão daquilo que se espera daquele setor.

E isto posto, quanto pior, melhor. E para dar "certo" é preciso utilizar de quem entra no jogo. Nesses casos, não se busca pelo melhor, pela capacidade, pelo conhecimento, mas por quem está disposto a entrar no esquema. 

Infelizmente, essa prática não é tão rara assim, e temos assistido essa realidade a nossa volta, no dia a dia, principalmente no meio político. Isso significa caminhar na contramão do esperado, sem medir as consequências e sem se importar com aqueles que serão prejudicados. É a velha inversão de papeis para agradar uma parcela privilegiada em detrimento dos reais interessados. É a linguiça comendo o cachorro e isso caminha na contramão da lógica. 


Celso Garrefa

Pedagogo social

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