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domingo, 6 de agosto de 2023

CRISE: OPORTUNIDADE DE MUDANÇA

As crises incomodam e causam desconforto e por essa razão lutamos bravamente para evitá-las. Com isso, acostumamos a ser desrespeitados para não contrariar, calamos para não entrar no embate, permitimos ser invadidos para parecer bonzinhos, minimizamos um problema para não o encarar.

Acontece que quanto mais calamos, mais somos invadidos; quanto mais minimizamos um problema, mais ele se intensifica; quanto mais cedemos, mais somos manipulados e explorados.

Facilmente o outro percebe que não suportamos encarar uma crise e com isso, ele a provoca para continuar obtendo vantagens para si próprio. Para tanto, utiliza de manipulações, chantagem e ameaças. Ele cria as crises e as administra para seu o benefício.

Para encarar as crises é necessário tomarmos atitudes e nos posicionarmos e isso nos coloca diante de um dilema: Se estamos diante de uma crise, por que tomar atitudes sabendo que elas irão provocar novas crises? Acontece que aqueles que provocam os conflitos os administra de acordo com o seu interesse, enquanto nós arcamos com as consequências.

A partir do momento em que nós tomamos atitudes, em relação aos seus comportamentos, quem vai precisar se ajustar às nossas ações é ele. Porém, devemos ter ciência de que poderão haver reações. Acostumados com nossa postura de ceder, de permitir e facilitar, quando contrariado, certamente utilizará todas as armas possíveis para recuarmos e assim, continuar sendo beneficiado pela nossa boa fé.

Não é fácil reverter esse processo, mas é necessário encarar os conflitos e administrá-los com equilíbrio e tranquilidade. Enquanto cedemos aos caprichos alheios para evitar o impasse, estamos sujeitos às consequências das crises provocadas pelos comportamentos de outros, mas quando a encaramos, abrimos a possibilidade das mudanças positivas que tanto desejamos. 



Celso Garrefa

Assoc. AE de Sertãozinho SP


sexta-feira, 11 de agosto de 2017

ABUSADORES DO SOFRIMENTO ALHEIO


Familiares que convivem com um dependente dentro de casa sabem muito bem o que significa viver um pesadelo acordados. Situações perturbadoras ocorrem com frequência absurda e as intensidades do problema os deixam muitas vezes perdidos e sem saber o que devem fazer.

São nesses momentos de maior vulnerabilidade que a família, além de enfrentar um grande desafio, ainda precisa tomar cuidado com os urubus de plantão, ou seja, os exploradores da dor e do sofrimento alheio.

O primeiro a se aproveitar da fragilidade familiar é o próprio dependente, através de manipulações, ameaças ou chantagens. Enquanto na ativa utilizam, inclusive, de táticas de terrorismo dentro da própria casa para obterem aquilo que desejam -  “A mãe vai me dar o dinheiro ou prefere me ver morto”.

Com o agravamento das crises os familiares experimentam o desespero e desesperados agem por impulsos. Na ânsia de solucionar rapidamente o problema abraçam toda e qualquer sugestão apresentada. É comum nesse momento aparecerem os “ignorantes”, que nada sabem sobre o assunto, mas se sentem doutores para apresentar soluções simplistas e mágicas – “Ah, se fosse meu filho?"

Pior que os ignorantes são os espertalhões, a começar por vendedores de produtos e soluções mágicas, capazes de resolver o problema com algumas doses, sem trabalho e sem esforços. Atenção: ainda não existe medicamento que cura a dependência. 

As Comunidades Terapêuticas fazem um trabalho fantástico, mas não podemos negar que entre elas existe uma meia dúzia, cujo único objetivo é ganhar dinheiro. Cobram caro dos familiares e nada apresentam em termos de recuperação. É preciso cuidado para não enfiar o dependente na primeira que aparece, sem antes buscar uma referência.

Clínicas não são nem melhores, nem piores que as Comunidades Terapêuticas e vale a mesma regra. Cuidado com valores astronômicos, para pouco retorno em relação ao trabalho de recuperação do dependente. Algumas delas funcionam apenas como hotéis cinco estrelas e nada mais. Pesquise antes.

Respeito imensamente todas as religiões, mas não podemos negar que algumas delas adoram o desespero humano e exploram a família no momento de maior vulnerabilidade, cobrando caro, com promessas de curas e milagres através de correntes e campanhas. Essa prática não condiz com os ensinamentos trazidos por Jesus Cristo. Milagres existem, busque-os, são gratuitos, e não produtos que se vendem em supermercados.

O caminho, buscar ajuda qualificada, evitando agir por impulso, motivado pelo desespero. Com orientações e apoio adequados colocamos à prova nossa resiliência, ou seja, nossa capacidade de enfrentarmos um grande problema sem, no entanto, permitirmos que o desespero nos tornem vítimas de pessoas sem escrúpulos, sem dó e nem piedade, que abusam do sofrimento humano no momento de sua maior fragilidade. 

A tempo: O Amor-Exigente é um programa voluntário e gratuito, que atende as famílias sem qualquer tipo de cobrança. 


Celso Garrefa
Sertãozinho SP




                






   


AS PALAVRAS GANHAM FORÇA QUANDO ACOMPANHADAS DO EXEMPLO

As palavras possuem um poder fantástico de influenciar, desde que elas venham acompanhadas do exemplo, sem isso, perdem o crédito. Por outro...