segunda-feira, 20 de abril de 2026
PAIS E FILHOS, QUEM TÊM MEDO DE QUEM?
domingo, 15 de fevereiro de 2026
EU SOU GENTE E O OUTRO TAMBÉM O É
Reconhecer essa verdade nos traz alívio. Adquirir a consciência de que não somos o todo poderoso, de que não damos conta de tudo, de que não somos capazes de tudo e estamos sujeitos a erros tira dos nossos ombros o peso da cobrança desmedida.
Mas é preciso cuidado. Assumir nossa humanidade não significa tomar atitudes e agir sem pensar, sem refletir, chutar o balde e não se importar com nada. Não é isso. Como pessoas humanas somos sujeitos pensantes e devemos refletir sobre nossos comportamentos, cientes de que, como gente, podemos melhorar e nos renovar a cada novo dia.
É libertador nos reconhecermos como pessoas humanas, isso nos dá o direito de nos posicionar e exigir que nos respeitem como gente, que nos tratem sem grosserias e agressividades, mas também precisamos compreender que o outro também o é e assim sendo, a outra parte também é merecedora de respeito.
E quantas vezes esquecemos isso e tratamos um companheiro, um filho, alguém próximo a nós ou mesmo um colega de trabalho etc., com rispidez, com grosseria, com arrogância, sem nos importar com seus sentimentos? Quantos vezes julgamos outras pessoas, sem nem conhecer sua história de vida?
Sem reconhecer e aceitar essas verdades perdemos um pouco na nossa humanidade, deixamos de ser um pouco gente e nos transformamos em "coisas", enxergamos nossos semelhantes como "coisas" e perdemos a essência da vida e vamos cada vez mais embrutecendo. E a vida não é sobre "coisas", é sobre pessoas.
Celso Garrefa
Autor do livro "Assertividade, um jeito inteligente de educar" - Disponível na Amazon, Mercado livre, LojinhAE e outras plataformas digitais.
sábado, 17 de janeiro de 2026
QUEM VAI ROMPER O CICLO?
Pode até parecer simples, mas é preciso coragem e sabedoria para romper ciclos de comportamentos enraizados na família, e que se reproduzem geração após geração. Aqueles que ousam romper com padrões pré-estabelecidos parece incomodar, mesmo que a busca da mudança vise melhorar a sua condição de vida.
Esses padrões comportamentais muitas vezes soam como verdades absolutas na família, e assim sendo, são copiados e reproduzidos ao longo do tempo, sem questionamentos, e quem ousa rompê-los e abandonar esse jogo é visto como um estranho, um exibido.
Não é simples pular desse barco, mesmo que furado, porque quem ousa fazê-lo costuma ser bombardeado por críticas, por julgamentos e visto como um traidor. Incomoda, para muitos, ver que alguém está fazendo diferente, está se sobressaindo e por isso ele pode ser vítima de todo o tipo de ataque.
O primeiro princípio do Programa Amor-Exigente nos leva a refletir sobre nossas raízes culturais e a lançarmos um olhar sobre o passado, refletindo e realizando uma autoanálise, visando sabermos de onde viemos, em quem nos tornamos e onde queremos chegar.
A partir disso podemos nos posicionar: o que foi saudável e queremos preservar? o que vale a pena resgatar? e o que não foi bom e precisamos descartar, romper o ciclo, abandonar padrões comportamentais não saudáveis e buscar uma nova maneira de viver?
Quem o fará? Que seja eu, que seja você, só não dá para continuarmos girando na mesma roda feito um ramister em seu brinquedinho, girando, girando e girando, sem sair do lugar.
Pedagogo Social
Autor dos livros "Assertividade, um jeito inteligente de educar" e
"O primeiro dia da minha nova vida"
terça-feira, 11 de novembro de 2025
SEM DISCIPLINA FAZEMOS O NOSSO MÍNIMO E NÃO CHEGAMOS A LUGAR ALGUM
Na tentativa de mantermos
a ordem e a organização familiar, acabamos por fazer aquilo que é dever do
outro e quanto mais fazemos por ele, mais ele se torna indisciplinado e
folgado. Não dá para esperar disciplina sendo permissivos com toda espécie de
maus comportamentos; não conseguimos organizar nada com ausência de regras e falta de planejamento na casa, não conquistamos cooperação sem permitir que cada um assuma as suas funções.
O ato de exigir do outro
é cobrar dele, com autoridade, aquilo que é sua obrigação, seu dever. É obrigação dos filhos tratar os seus pais com respeito, e assim sendo, temos o direito de exigir que nos respeitem. E para exigir com autoridade precisamos, primeiro, cuidar dos nossos comportamentos e fazer deles um modelo a ser seguido, caso contrário, tornamo-nos autoritários.
Devemos, ainda, ter claro que não é necessário utilizarmos de gritos, ameaças ou escândalos para disciplinar. Quando buscamos esse objetivo através do medo, ele possui data de validade e termina quando as forças se equiparam. O ideal é conquistá-la com comportamentos equilibrados, coerentes e responsáveis, transmitindo e incentivando a disciplina como meio de alcançar objetivos, de organizar nossa vida, de realizar sonhos, conscientes de que sem disciplina fazermos o nosso mínimo e não chegamos a lugar algum.
Celso Garrefa
quinta-feira, 16 de outubro de 2025
Entre folgados e sufocados
- Você não presta para nada, reclama a mãe para a filha durante a realização de uma tarefa em conjunto. A filha abaixa a cabeça, para o que está fazendo e se retira. Com essa atitude, a mãe perde uma preciosa oportunidade de estreitar os laços e estabelecer o diálogo, atitudes fundamentais para o fortalecimento dos vínculos afetivos.
Outras vezes queremos poupar os filhos de realizar quaisquer tarefas dentro de casa, preferindo fazer sozinhos aquilo que podemos realizar em parceria.
A cooperação exerce uma função
determinante na aproximação entre pais e filhos, desenvolve a empatia e transmite
a ideia de pertencimento, no entanto, para que haja essa construção não basta
fazer juntos, é preciso aproveitar o momento.
Dependendo da maneira como nos
comportamentos podemos colher resultados opostos. Ninguém se sente valorizado e
incentivado a cooperar se, durante as atividades estamos despejando broncas,
externando nosso mau humor, resmungando e reclamando de tudo.
Por sua vez, se valorizamos o
apoio recebido, realizando as tarefas de forma prazerosa, incentivando e
elogiando quando há merecimento, criamos uma via de mão dupla, dar e receber,
eu preciso de você, assim como você precisa de mim. Isso favorece o respeito mútuo.
Nossa casa pertence a todos
que nela habita e uma convivência familiar sadia exige que a cooperação seja
valorizada nas relações, pois sem ela, os seus membros transitarão entre dois
extremos: os folgados e os sufocados.
Celso Garrefa
sexta-feira, 2 de maio de 2025
LIBERTE-SE DA CULPA QUE TE PRENDE AO PASSADO
As causas de um problema, geralmente, não estão associadas apenas a um fator, mas a um conjunto de circunstâncias que atuam na vida de uma pessoa; no entanto, costumamos ignorar essa realidade, assumimos para nós a culpa pelo contratempo e menosprezamos todo o resto.
Afetados pelo sentimento de culpa nos autocondenamos e, consequentemente, paralisamos qualquer tentativa de ação, isso porque esse sentimento está relacionado ao passado e não há como modificarmos o que passou.
Para seguirmos em frente, vamos precisar nos libertar do peso causado pelo sentimento de culpa, soltar as correntes que nos prendem ao passado e assumir responsabilidades no presente, como citado pela frase, de autor desconhecido: "Culpas, desculpas e culpados são pesos desnecessários que travam os passos, corroem os laços e dificultam o caminhar. Portanto, assuma as responsabilidades que lhe cabe, repare o que for possível e avance, sem olhar para traz".
Autor dos livros "Assertividade, um jeito inteligente de educar" e "Primeiro dia da minha nova vida"
terça-feira, 8 de abril de 2025
QUAL É O SEU PAPEL?
É necessário buscarmos o equilíbrio nessa relação, compreendendo as mudanças de mundo. Dialogar com a atual geração, da mesma forma com que lidávamos no passado, significa não respeitar as mudanças ocorridas ao longo do tempo, tornando nossa missão menos eficiente.
Os filhos da atual geração exigem novas formas de abordagens. Isso não significa igualar os papéis. Os pais continuam sendo pais e os filhos continuam sendo filhos; isso não muda e precisa ser preservado. Se o autoritarismo do passado não se encaixa na educação moderna, a autoridade dos pais é legítima, é necessária e deve ser exercida com firmeza, de forma responsável, consciente e coerente.
Se deixarmos de exercer uma função que nos é de direito, abrimos espaço para outros assumirem. Agindo assim, perdemos o controle da nossa vida e passamos a viver sob os domínios dos outros, inclusive por quem ainda não está preparado para isso ou por quem não gostaríamos que estivesse no comando.
Celso Garrefa
Pedagogo Social
Autor dos livros "Assertividade, um jeito inteligente de educar" e "O primeiro dia da minha nova vida"
terça-feira, 4 de março de 2025
LIMITES NÃO SÃO FREIOS
É verdade que os nossos recursos são limitados, mas não devemos fazer disso uma barreira paralisante, que nos mantém estagnados, presos ao problema e incapazes de enfrentar o desafio, pelo contrário, significa que precisamos buscar meios de ampliar nossas potencialidades.
O primeiro passo é resguardar os recursos já existentes, preservando nossas estruturas. Não resolve abandonar emprego porque estamos com um problema familiar, ou deixar de dormir à noite enquanto o filho não chega, ou ainda deixar de nos alimentar porque temos uma dívida etc.
Essas são atitudes disfuncionais que minam nossos recursos materiais, físicos e emocionais e, quanto mais desrespeitamos esses limites, mais adoecemos, mais nos fragilizamos e, consequentemente, diminuímos nossas forças para lidarmos de forma assertiva com o problema.
Mais do que preservar os recursos já existentes, precisamos ampliá-los e para isso, é fundamental buscarmos ajuda, orientação e apoio. Cada um de nós possui conhecimentos e experiências que são de extrema importância para a solução do desafio, no entanto, essas vivências são limitadas, mas não precisamos nos limitar a nós mesmos.
Varias cabeças pensando juntas funcionam melhor que uma sozinha. Quando adotamos a coragem de buscar ajuda ampliamos de forma substancial os recursos necessários para enfrentarmos um grande desafio e passamos a enxergar novas possibilidades que até então não havíamos percebido. Em grupo ampliamos nossos recursos e assim deixamos de enxergar limites como freios para encará-los como alavancas.
Celso Garrefa
Autor dos livros "Assertividade, um jeito inteligente de educar" e "Primeiro dia da minha nova vida"
sábado, 22 de fevereiro de 2025
MAIS "GENTE", MENOS "COISA"
As evoluções tecnológicas fizeram com que os seres humanos se distanciassem e com isso, estamos vivendo cada vez mais as relações virtuais e menos as presencias. A frieza das redes sociais, de certa forma, fez com que muitos de nós esquecêssemos que somos seres humanos. Nas redes, desejamos mostrar o sucesso, as conquistas e escondemos nossos desafios e dificuldades. Ignoramos que somos gente e que o outro também o é.
Quantas vezes nos deparamos com postagens nas redes sociais e, mesmo sem conhecer a fonte e a veracidade, friamente, compartilhamos ou fazemos comentários inapropriados e esquecemos que existe uma vida humana do outro lado da tela, uma pessoa que possui sentimentos e sofre as consequências de um ataque desnecessário e gratuito?
Mesmo diante de toda a tecnologia que nos cerca, ainda continuamos a ser gente e como gente possuímos sentimentos que precisamos proteger, com posicionamentos firmes, não permitindo ser invadidos, explorados, manipulados, massacrados, inclusive dentro da nossa própria casa. Todo grande abuso começa com pequenos ataques, que se ignorados ganham em intensidade ao longo do tempo.
O primeiro passo é aceitarmos o óbvio, somos gente, e reconhecendo isso, não aceitar e não permitir que nos tratem como qualquer coisa, como algo sem valor, que não merece respeito e assim, que possamos ser cada vez mais "gente" e menos "coisa".
Celso Garrefa
Pedagogo Social
Autor dos livros "Assertividade, um jeito inteligente de educar" e "O Primeiro dia da minha nova vida"
terça-feira, 14 de janeiro de 2025
"VOCÊ NÃO É TODO MUNDO
Somos diariamente pressionados a
nos enquadrar em padrões pré-estabelecidos por essa sociedade marcadamente
excludente, consumista e permissiva, que valoriza mais o ter que o ser, mais as
coisas que as pessoas e que não possui nenhum pudor em descartar aqueles que não
se encaixam em suas regras. Além disso, a explosão tecnológica dos últimos anos
trouxe os chamados influenciadores digitais.
No entanto, aquilo que nos
tornamos não é resultado dessas influências, mas sim das nossas próprias
escolhas. Possuímos o livre-arbítrio para decidir, escolher e nos posicionar. Personalidade
não é seguir e copiar cegamente o que os outros nos impõem, mas traçar o nosso
caminho a partir de nós mesmos e de acordo com nossas crenças pessoais.
Como dizia minha mãe, quando eu
era pequeno – você não é todo mundo. Diante destes valores superficiais precisamos
nos posicionar e assim podemos viver o nosso eu, focados em nossos objetivos,
balizados por valores éticos, morais e espirituais e não apenas viver em função
dos outros, visando agradar a massa.
Celso Garrefa
domingo, 6 de agosto de 2023
CRISE: OPORTUNIDADE DE MUDANÇA
Acontece que quanto mais
calamos, mais somos invadidos; quanto mais minimizamos um problema, mais ele se
intensifica; quanto mais cedemos, mais somos manipulados e explorados.
Facilmente o outro percebe que
não suportamos encarar uma crise e com isso, ele a provoca para continuar
obtendo vantagens para si próprio. Para tanto, utiliza de manipulações,
chantagem e ameaças. Ele cria as crises e
as administra para seu o benefício.
Para encarar as crises é
necessário tomarmos atitudes e nos posicionarmos e isso nos coloca diante de um
dilema: Se estamos diante de uma crise, por que tomar atitudes sabendo que elas
irão provocar novas crises? Acontece que aqueles que provocam os conflitos os administra de acordo com o seu
interesse, enquanto nós arcamos com as consequências.
A partir do momento em que nós
tomamos atitudes, em relação aos seus comportamentos, quem vai precisar se
ajustar às nossas ações é ele. Porém, devemos ter ciência de que poderão haver reações. Acostumados com nossa postura de ceder, de permitir e facilitar,
quando contrariado, certamente utilizará todas as armas possíveis para recuarmos
e assim, continuar sendo beneficiado pela nossa boa fé.
Não é fácil reverter esse processo, mas é necessário encarar os conflitos e administrá-los com equilíbrio e tranquilidade. Enquanto cedemos aos caprichos alheios para evitar o impasse, estamos sujeitos às consequências das crises provocadas pelos comportamentos de outros, mas quando a encaramos, abrimos a possibilidade das mudanças positivas que tanto desejamos.
Celso Garrefa
Assoc. AE de Sertãozinho SP
sábado, 20 de maio de 2023
O PAPEL DE VÍTIMA NO JOGO DA CULPA
Não podemos ficar presos ao
passado e isso exige de nós o abandono do jogo da culpa, acabando com culpas,
desculpas e culpados. Decidir abandonar este perverso jogo nos coloca diante de
dois pontos importantes a serem pensados, sendo que um deles proporciona alívio
e o outro, desconforto.
Aceitar a ideia de que não
somos os culpados pelos problemas do outro é como retirar uma carga pesada das
costas. Esta atitude traz conforto, alivia nossas angústias, diminui as
exageradas autocríticas que fazemos de nós mesmos e assim podemos soltar as
correntes que nos prendem ao passado e projetar o futuro.
Por outro lado, abandonar este
jogo cruel também pode nos causar certo incômodo, pois, não basta não nos
sentir culpados, precisamos também parar de culpar os outros, cessar as buscas
de justificativas fora de nós mesmos para tudo o que acontece conosco e à nossa
volta. Precisamos abandonar o papel de vítima.
Para tanto, vamos precisar nos
encarar, nos enxergar, reconhecer também as nossas falhas, nossos defeitos, sem
arranjar desculpas para não assumirmos nossas responsabilidades e isso costuma
incomodar. Muitas vezes não gostamos do que vemos em nós e preferimos culpar os outros.
Mas, não existe outro caminho para nos livrarmos deste sentimento. Só conseguimos parar de jogar este jogo quando trocamos a culpa pela responsabilidade. Pode ser difícil nos encarar, admitir nossos defeitos sem ter onde justificá-los, mas é o primeiro passo para a nossa libertação, rumo a uma vida nova, plena e consciente.
Celso Garrefa
Assoc. AE de Sertãozinho SP
sábado, 4 de março de 2023
OS MEUS LIMITES SÃO MEUS E QUEM OS DEFINE SOU EU
Diante dessa realidade, somos
nós que devemos estabelecer os limites do aceitável, em relação a outras
pessoas, criando uma barreira protetora capaz de nos proteger daqueles que não
possuem escrúpulo algum, que não têm controle sobre a própria vida e, se
encontrarem espaço em nós, também vão nos arrastar para o mesmo abismo.
Para evitarmos tamanho
prejuízo precisamos nos posicionar com firmeza, diante de pessoas tóxicas, e
para isso, precisamos aprender o valor do “não”, essa palavra mágica capaz
de frear manipuladores, chantagistas e sanguessugas de plantão.
Mas, esses “nãos” precisam ser
ditos com convicção e clareza. Na dúvida, podemos pedir um tempo para pensar no
assunto e, definida a resposta, ela deve ser transmitida sem rodeios. Devemos
saber que o manipulador está sempre preparado para nossas desculpas,
encontrando nelas o que precisa para continuar o ataque.
O Programa Amor-Exigente nos transmite
uma grande verdade: não possuímos o poder sobre a vida do outro, porém,
possuímos o poder sobre nossa própria vida e não devemos abrir mão disso.
Portanto, se os meus limites são meus, quem os define sou eu.
Celso Garrefa
Assoc. AE de Sertãozinho SP
domingo, 12 de junho de 2022
PAIS E FILHOS: O COMPORTAMENTO DE UM AFETA O OUTRO
Não há como nos isentar totalmente de sermos afetados pelos comportamentos negativos dos filhos, mas não podemos permitir que isso seja tão intenso a ponto de nos desestruturar, de nos adoecer. Para tanto, devemos trabalhar, com apoio do grupo, o equilíbrio necessário para lidarmos com situações adversas, sem esquecermos de nós mesmos, do nosso autocuidado.
Não conseguimos avanços adotando o papel de vítimas, de coitadinhos. Nem sempre um filho está em condições de perceber o quanto os seus comportamentos fazem mal aos pais. E quanto mais debilitados, mais sofrem as consequências dos comportamentos deles.
É importante adotarmos posturas firmes, e nos posicionarmos diante das atitudes dos filhos. Enquanto continuarmos adotando o papel de coitadinhos, a desproporcionalidade do quanto um afeta o outro tende a se intensificar, Por outro lado, comportamentos assertivos e equilibrados ajudam a diminuir este descompasso.
Assoc. AE. de Sertãozinho SP
sábado, 16 de abril de 2022
RESPEITE O SEU "EU", ELE É ÚNICO
Diante dessa pressão, muitos de nós cedemos e adotamos comportamentos padronizados. Compramos coisas que não precisamos, consumimos produtos que não gostamos, fazemos coisas que não desejamos. Vivemos mais preocupamos em agradar aos olhos dos outros, que a nós mesmos.
Não somos todo mundo e não precisamos fazer o que os outros fazem, não precisamos gostar daquilo que os outros gostam, nem precisamos atuar apenas para agradar a massa.
Não se trata de paralisarmos no tempo. O mundo e a vida mudam em alta velocidade e precisamos nos ajustar às novas realidades, mas é importante desenvolvermos em nós a habilidade do questionamento. Para que eu preciso disso? Por que devo adquirir esta marca? Que necessidade tenho de adotar determinado comportamento?
Além de assumirmos nossa identidade também devemos enxergar os outros em suas diversidades e aceitá-los como são. A expansão das redes sociais trouxe à tona o quanto o ser humano é intolerante em relação aqueles que julga diferentes de si. É com tristeza que vemos, ainda hoje, a necessidade de campanhas para combater a intolerância, seja ela, racial, sexual, política, religiosa etc.
A maravilha da vida está na diversidade e cada um de nós é uma versão única e exclusiva de nós mesmos. Aceitemo-nos como somos, respeitemos as diferenças e que cada um seja feliz a seu modo.
domingo, 6 de fevereiro de 2022
NÓS TAMBÉM SOMOS "GENTE"
| (imagem extraída da internet) |
Reconhecer-nos como "gente" é o primeiro passo para aceitarmos nossos limites. Não somos máquinas, nem bancos. Não damos conta de tudo, nem conseguimos viver a vida do outro. Não somos o todo poderoso, prontos para tudo, capazes de tudo. Somos tão somente humanos, carregados de sentimentos que não precisam ser camuflados.
Precisamos abandonar o discurso de que vivemos em função do outro, pois quem vive em função do outro, não vive. Abandonar também o discurso de que para mim qualquer coisa serve, pois se assim o fizermos, assim seremos tratados: como algo sem valor e não como pessoa humana.
Por vezes esquecemos essas verdades e nos posicionamos como se fôssemos uma imponente rocha, capaz de absorver todo impacto, sem se desfazer, porém, ao transmitirmos essa ideia ao outro, não possibilitamos que nos enxerguem como gente, frágeis como somos e após cada pancada, vem outra. Se mesmo a rocha se despedaça quando golpeada, imaginem nós que somos humanos!
Ser gente também significa respeitar as nossas individualidades, mesmo diante de uma sociedade que insiste em nos tratar como números, como estatísticas, condicionando-nos a pensar como um todo e não em nossas peculiaridades.
Reconhecer-nos como pessoas humanas significa acordar para nós mesmos, cobrar nossos direitos, valorizar nossas qualidades, respeitar nossas limitações e viver também em função do meu eu e não apenas para agradar a terceiros.
Celso Garrefa
Sertãozinho SP
domingo, 9 de maio de 2021
O PASSADO JÁ PASSOU, LIBERTE-SE
Ao confrontarmos com um grande problema no presente, costumamos olhar para o passado, analisando nossos comportamentos na tentativa de descobrir onde erramos e essa atitude é o gatilho para o sentimento de culpa.
Esse olhar sobre o passado costuma vir carregado de lamentações e cobranças desmedidas, como se tivéssemos a obrigação de nunca falhar, de saber tudo, de conhecer tudo, de possuir o dom de prever as consequências futuras dos atos realizados naquele momento.
Somado a isso, colocamos nesse passado o nosso eu de hoje, num processo comparativo, porém devemos compreender que o eu de hoje não é o mesmo daquele eu do passado. Com o tempo ganhamos novas visões de mundo, novos conhecimentos, novas experiências, novos recursos. Essa é uma cobrança desmedida, injusta e cruel conosco.
Devemos nos conscientizar de que naquele momento o nosso eu fez aquilo que estava ao nosso alcance, aquilo que acreditávamos ser o correto, aquilo que nossos recursos possibilitaram e cientes disso, devemos abandonar as lamentações paralisantes e a carga pesada provocada pelo sentimento de culpa, para assumirmos responsabilidades a partir do nosso novo eu e do momento presente.
Não devemos fechar os olhos para o passado, pois dele tiramos lições importantes para nosso crescimento, mas não deve ser um olhar carregado de lamúrias que apenas causam sofrimentos profundos e nos mantém paralisados no tempo, mas sim visando assumirmos responsabilidades, para corrigirmos os rumos, acertarmos as arestas, desprovidos dos arrependimentos produtores de culpas.
Na vida tudo são aprendizados, e libertando-nos do peso provocado pelo sentimento de culpa soltamos as amarras do passado, valorizamos os aprendizados, assumimos novas responsabilidades e seguimos nossa jornada com leveza e paz.
Celso Garrefa - Sertãozinho SP
domingo, 22 de março de 2020
AMOR-EXIGENTE E O CORONAVÍRUS (Doze princípios do Amor-Exigente adaptados para o enfrentamento do Covid-19)
domingo, 19 de janeiro de 2020
QUEM EU SOU, ONDE ESTOU, PARA ONDE VOU?
domingo, 31 de março de 2019
PAIS E FILHOS NÃO SÃO IGUAIS
Sem isso, invertemos os papéis e quem passam a mandar na casa, a ditar as regras são os filhos, enquanto os pais apenas obedecem e essa é a receita certa para o colapso familiar. Sem exercermos nossas responsabilidades de pais, na educação das crianças, permitimos que cresçam a mercê de si mesmos, entregues a própria sorte, como filhos órfãos, porém de pais vivos.
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Não é nada fá c il perceber quando um filho começa a fazer uso de drogas. Em média, a família só consegue identificar os primeiros sinais d...








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