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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

VÍTIMAS E AGRESSORES

Certo dia, estava eu assistindo a um seriado americano e aquele episódio tratava-se de uma invasão a uma unidade escolar daquele país. Alguém, fortemente armado, havia entrado na escola e começado a disparar contra professores, alunos e quem mais aparecesse pela frente, causando um grande tumulto, ferindo e matando pessoas.

A polícia logo foi acionada para conter o invasor. A notícia se espalhou rapidamente e muitos pais e mães dos alunos, além de outras pessoas, começaram a aglomerar em frente ao estabelecimento. De repente uma mãe, desesperada, chega até o comandante, questionando-o, querendo saber sobre seu filho, se ele estava bem, se havia sido atingido, se estava ferido etc.

Nesse momento, para a surpresa e desespero da mãe, o comandante olha para ela e diz: - Mãe, seu filho não está ferido, seu filho é o agressor, ele é o atirador. 

Esse episódio me fez refletir sobre nossas preocupações em relação aos nossos filhos. Com muita razão, desejamos a todo custo protegê-los para não se tornarem vítimas da violência, do abuso, do bullying, dos desafios de internet etc., e não pensamos e nem cogitamos a possibilidade de que eles tanto podem ser vítimas como agressores.

Pais e mães de filhos agressores sofrem tanto quanto pais e mães de filhos vítimas, e devemos, também, orientar nossas crianças e jovens para que não se tornem um perigo para outras pessoas. Como tenho dito e repetido, não existem garantias de sucesso, mas é nossa responsabilidade, enquanto pais, atuar ativamente na educação dos nossos filhos. Não desejamos que se tornem vítimas, e da mesma forma, não queremos filhos agressores. 



Celso Garrefa
Pedagogo social
Autor dos livros:
"Assertividade, um jeito inteligente de educar" e
"O primeiro dia da minha nova vida"





sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

O QUE A SUPERPROTEÇÃO E A DESPROTEÇÃO POSSUEM EM COMUM?

Tenho citado, em minhas palestras, que o excesso de tudo faz tão mal quanto a falta de tudo e compreender essa realidade é necessário para os pais que desejam educar bem seus filhos. 

Nossos filhos não nascem prontos para a vida. Para sobreviver eles precisam do amparo, do cuidado e da proteção dos pais. Além da proteção básica, como alimentação, cuidados com a saúde, higiene etc., também precisam ser protegidos de qualquer tipo de violência, de maltrato, de exposição a conteúdos inadequados, de exploração sexual etc. 

Os pequenos precisam de pais presentes que guiem os seus passos, que os preparem para a vida, e esse é um detalhe importante: preparar para a vida. 

Muitas crianças não têm a sorte de nascer em famílias cuidadoras e sofrem vários tipos de abandonos, afetivos, materiais, espirituais etc., muitos convivem diariamente com a violência, seja ela direta ou indireta e são machucadas por aqueles que deveriam protegê-las. 

Essa exposição a fatores negativos as colocam em alto grau de vulnerabilidade, ainda que parte delas, apesar de toda adversidade, ainda consigam mudar os rumos da sua vida e construir a própria história. 

Por outro lado, no anseio de proteger, muitos pais extrapolam os limites da normalidade e adotam atitudes de extrema proteção, ou suja, a superproteção. E há que refletirmos também e diferenciar a proteção necessária, da superproteção. 

E para tanto costumo sugerir uma regra básica e essencial na educação dos filhos: façam tudo o que forem capazes de fazer para proteger, para preservar, para ajudar os seus filhos, mas não façam nada, absolutamente nada, do que eles são capazes de fazer por si mesmos.

Permitam que eles carreguem o material escolar que é deles, permitam que eles levantem do sofá e se sirvam sozinhos de um copo de água, permitam que eles cooperam com o grupo familiar, permitam que eles assumam responsabilidades etc. 

Mostre a eles que para tudo há limites, cuidado com os excessos de presentes, de festas, de sins. Ensinem a esperar, a conquistar, a lutar para conseguir. Não premiem comportamentos inadequados e aprenda a importância deles aprenderem o significado da palavra "não" dentro de casa. 

Pode parecer loucura, mas continuo afirmando, sem nenhum medo de errar, quando mais facilitamos, quanto mais resolvemos, quanto mais enchemos os filhos de coisas, presentes e sins, sem deles nada exigir em troca, mais estes crescem insatisfeitos e revoltados com os pais. Sem noções de limites eles crescem sentindo o todo poderoso e exigindo cada vez mais. 

Pode até parecer absurdo, mas a desproteção e a superproteção colocam os filhos praticamente ao mesmo nível de vulnerabilidade, por isso, volta a repetir: o excesso de tudo faz tão mal quanto a falta de tudo. 


Celso Garrefa



sexta-feira, 31 de janeiro de 2025

PARENTALIDADE DISTRAÍDA

 

- "Saia um pouco deste celular, menino!", costumamos nos queixas com os filhos. Mas, olhando para nós mesmos, será que também não estamos gastando tempo excessivo com nossos aparelhos celulares? Muitos pais atualmente estão presentes fisicamente, mas ocupados demais com seus dispositivos eletrônicos. A isso chamamos parentalidade distraída.

Os vínculos afetivos são um dos principais fatores de prevenção e proteção na educação dos filhos e não se constroem vínculos com distanciamento, seja ele físico ou mesmo aquele em que os pais estão presentes fisicamente, porém absorvidos pelas telas não enxergam as pessoas que convivem no mesmo espaço.  Falta diálogo, falta atenção, falta comunicação, falta demonstração de afeto. 

Pais ocupamos excessivamente com suas redes sociais não encontram tempo para exercer o seu principal papel em relação aos filhos, que é prepará-los para o mundo em que vivem. Na ausência de uma referência familiar que norteiem sua vida eles buscam fora do núcleo parental as suas referências, que nem sempre são as mais adequadas.

Grandes desvios comportamentais não acontecem da noite para o dia. É um processo que se instala ao longo do tempo e precisamos de muita atenção para identificar e corrigir os pequenos  deslizes, caso contrário, as consequências poderão ser desastrosas, no entanto, só vamos perceber tais mudanças se não estivermos tão distraídos com as telas.

Outro problema do uso excessivo das redes são as comunicações interrompidas, conversas cortados pelos sons das mensagens dos celulares, como se aquilo que nos chega seja mais importante que o nosso diálogo. 

Precisamos tirar um pouco nossos filhos das telas e o primeiro passo começa por nós, fazendo uso equilibrado e consciente dessas tecnologias, caso contrário, são eles que poderão nos cobrar: - Saia um pouco desse celular, pai!



Celso Garrefa é pedagogo social, autor dos livros "Assertividade, um jeito inteligente de educar" e "Primeiro dia da minha nova vida".







sábado, 12 de outubro de 2024

CABELOS MALUCOS OU MÃES MALUCAS?

Nesta semana do dia das crianças uma onda se espalhou pelas escolas e muitas imagens de pequeninos com cabelos enfeitados viralizaram nas redes sociais e junto delas a queixa de muitas mães: estes cabelos malucos estão me deixando maluca. 

Vimos de tudo: cabelos coloridos, elaborados com muito capricho, outros pais utilizaram coisas simples e com muita criatividade realizaram grandes feitos, quase uma obra de arte e houve aqueles pais que simplesmente enviaram os filhos aos cabeleireiros para executar o serviço.

Dá trabalho sim e cada um interpreta essa atividade da sua maneira. Há quem critique os professores, julgando que eles vivem inventando coisas e sobra para os pais, outros reclamam a falta de tempo para elaborar os penteados e muitos entram na brincadeira e curtem o momento.

Sim, cuidar das crianças dá trabalho e em uma época onde pais e filhos pouco interagem, ocupados com seus afazeres ou distraídos pelas redes sociais, essa atividade é uma grande oportunidade de contato, de aproximação, de troca. 

Vivemos um tempo em que realizamos as tarefas e cuidados com os filhos quase que mecanicamente. Preparar a mochila, pentear os cabelos, correr com o café da manhã, sair voando para a escola. No retorno das aulas nem sempre perguntamos como seu dia na escola.

Infelizmente, quem terceirizou o serviço, ou quem executou os penteados dos filhos resmungando, reclamando, de mau humor, externalizando uma insatisfação na realização do feito, não aproveitou a oportunidade de estreitar os laços, de fortalecer os vínculos afetivos, de conhecer um pouco mais seus filhos. Quem não aproveitou o retorno das aulas para saber como foi o dia na escola com tantos cabelos malucos, e com tantas coisas que eles têm para transmitir, está perdendo um pouquinho dos filhos que tem. 

Executar um penteado maluco nos filhos é trabalhoso, mas não pode ser motivo para nos deixar malucos. Maluco é não aproveitar a oportunidade para curtir o momento, entrar na brincadeira e fortalecer os laços afetivos entre pais e filhos. 


Celso Garrefa - Pedagogo Social

Autor do livro "Assertividade, um jeito inteligente de educar"



domingo, 8 de setembro de 2024

FILHOS AGRUPADOS, PAIS ISOLADOS

Desde muito cedo nossos filhos formam seus grupos, seja na escola onde estudam, seja com os colegas do bairro, seja nos projetos que participam e até mesmo em suas redes sociais. Agrupados, fazem uso intensivo dessas redes de apoio, trocando experiências o tempo todo. Na contramão dessa realidade, encontramos pais sozinhos e isolados.

Os grupos aos quais os filhos se juntam são influenciadores, e dependendo da turma, tanto podem exercê-las de forma positiva como negativa. Além de influenciadores, os grupos exercem pressões e isso exige atenção e cuidado. 

A adolescência é a fase da transição. Neste período eles tendem a ouvir menos os pais e mais os grupos de amizade, os influenciadores de internet, os ídolos etc. Em geral, sentem-se imunes e poderosos, e se testam o tempo todo. É, portanto, a fase em que estão mais sujeitos a desviar do caminho.

Nessa etapa da vida eles precisam fazer escolhas o tempo tempo, e sem exceção, em algum momento alguém vai apresentar-lhes o álcool e outras drogas. Caberá a eles fazer a escolha, com um detalhe, no momento da oferta, nós, pais, não vamos estar presentes, ou seja, a decisão caberá somente a eles.

Por tudo isso me convenço cada vez mais da necessidade dos pais buscarem conhecimentos, orientações e apoio. Filhos agrupados e pais isolados, alienados e ausentes em nada colaboram para uma transição segura e sadia da adolescência para a fase adulta.

Em primeiro lugar, devemos abandonar a negação e aceitar a ideia de que todos os nossos filhos estão sujeitos a desviar-se da rota. Podemos aprender com eles e formar os nossos grupos, onde trocamos experiências e nos preparamos para lidar com os desafios que atualmente é educar filhos, pois, como cito no livro "Assertividade, um jeito inteligente de educar" - Não existem garantias de sucesso, mas sem uma postura educativa é quase certo o fracasso. 



Celso Garrefa 


sábado, 17 de agosto de 2024

CRIANÇAS ADULTAS X ADULTOS CRIANÇAS

Observando os dias atuais percebemos que a presença dos pais na vida dos filhos está cada vez mais reduzida. O estilo de vida acelerado, os compromissos com trabalho e o estresse do dia a dia são, em parte, são responsáveis por este afastamento. 

E não é só isso, o tempo que sobra acaba engolido pelas tecnologias, utilizadas, inclusive, como método de distração dos pequenos, sem regras e sem limites. Nem mesmo na hora das refeições a família se reúne, e mesmo quando fazem a alimentação sentados à mesa, os celulares continuam ao lado dos pratos.  

Não se conversa mais com os filhos, não se incentiva mais a brincadeira fora das redes, e sem o brincar a criança está deixando de ser aquilo que nesta fase da vida ela deveria ser: apenas criança.  

Muitos pais também se renderam às redes sociais e também passam tempo absurdo conectados, e como consequência, assistimos a um distanciamento familiar, e sem essa convivência, não desenvolvemos os vínculos afetivos, fundamentais para uma educação assertiva.   

Não existem mais os ritos de passagem e muitos meninos e meninas estão vivendo esta fase da vida como se fossem adultos, crescendo antes do tempo, acessando conteúdos impróprios para a idade e expostos a uma série de riscos. 

Ironicamente, estas crianças que não foram vistas, nem tratadas como crianças, ao se tornarem adultas, passam a ser tratadas como incapazes, infantilizadas pelos pais, que querem facilitar, querem poupar, querem bancar, querem resolver e fazer por eles aquilo que nesta fase da vida eles próprios deveriam fazer.  

Como consequência, podemos nos deparar com adultos que não conseguem assumir quaisquer responsabilidades, não desejam sair da casa dos pais, demoram para entrar no mercado de trabalho e assim, assistimos à formação da geração nem-nem, ou seja, nem trabalham, nem estudam. 

Enfim, para formarmos adultos responsáveis, competentes e equilibrados é fundamental respeitarmos a lógica do tempo, ou seja, crianças são crianças, adultos são adultos e não o contrário. 


Celso Garrefa (Autor do livro "Assertividade, um jeito inteligente de educar")



sábado, 24 de dezembro de 2022

SEJA PERMISSIVO COM SEUS FILHOS

Seja permissivo com seus filhos. Permita que eles levantem o traseiro do sofá e vão até a geladeira para se servirem de mais um copo de água. Permita que eles carregam os...

Obs.: Em razão de regras contratuais, este texto não está mais disponível neste blog, podendo ser lido na íntegra no livro "ASSERTIVIDADE, UM JEITO INTELIGENTE DE EDUCAR", de Celso Garrefa.


                                                               Grato pela compreensão.  











domingo, 9 de outubro de 2022

PERGUNTE AO GOOGLE

A pequena menina mal completou três anos de idade e já possui um celular nas mãos, onde desliza os frágeis dedinhos sobre a tela, clica em um ícone, outro clique e...

Obs.: Em razão de regras contratuais, este texto não está mais disponível neste blog, podendo ser lido na íntegra no livro "ASSERTIVIDADE, UM JEITO INTELIGENTE DE EDUCAR", de Celso Garrefa.


                                                               Grato pela compreensão.  



sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

TOMA QUE O FILHO É TEU

Quem deve assumir as responsabilidades de educar os filhos, o pai ou a mãe? 

Educar os filhos da atual geração não é uma tarefa fácil, considerando que atualmente os pais concorrem com muitos fatores externos, como o grupo de amizade, a mídia, os influenciadores digitais etc.

Além disso, cada um dos pais possui sua própria personalidade . e suas individualidades. É comum casais possuírem comportamentos opostos. Enquanto um é mais exigente, o outro é permissivo, enquanto um é firme no posicionamento, o outro é facilitador. Enquanto um tenta estabelecer regras, o outro vive quebrando-as. É preciso buscar um ponto de equilíbrio e para isso é imprescindível que o casal aprenda a dialogar.

Na busca da unidade ambos devem apresentar o seu ponto de vista e também precisam ceder em alguns pontos. É desastroso para a educação dos filhos quando os pais não se entendem. Cada vez que um dos lados toma determinada decisão ou atitude e o outro as quebra fragiliza a autoridade do companheiro e os filhos buscam pelo facilitador. 

Também é importante que ambos se posicionem. É comum uma velha frase de mãe: "Você vai ver hora que seu pai chegar". Sim, é preciso e necessário envolver o pai quando o comportamento dos filhos não estão adequados, mas a mãe precisa assumir sua autoridade e se impor. Por outro lado, os pais também precisam assumir posições, sem transferir todas as decisões para a mãe: - Veja lá com sua mãe! 

Mesmo casais separados devem compreendam que quem separam são os pais. Os filhos continuam sendo seus filhos e visando o bem deles, e não havendo razões concretas para um impedimento, é fundamental que facilitem o contato com a outra parte e que cada uma assuma suas responsabilidades educativas. É cruel com os filhos envolvê-los nos desafetos entre os pais. Usá-los como forma de vingança não pune apenas o lado contrário. Pune, com intensidade maior, os próprios filhos. 

E antes que me cobrem, não dá para deixar de citar uma realidade muito presente em muitas famílias, que é o abandono paterno, cuja participação não vai além do ato sexual e desaparece, deixando toda a responsabilidade para a mãe. Quando muito, uma minguada pensão, como se isso bastasse. A esses me recuso chamá-los de pai, ou de mãe, se for ela quem abandona o barco.

Por fim, filhos bonzinhos é gostoso e enchem-nos de orgulho em chamarmos de nossos, mas se os filhos são problema, continuam sendo nossos e de nossa responsabilidade. Quando não deu certo precisamos nos unir ainda mais na busca de soluções, sem omissão e sem adotar o discurso do "toma que o filho é teu". Por fim, e respondendo a pergunta, em se tratando da educação dos filhos, ambos os pais são responsáveis e devem se alinhar para falar a mesma língua, criar parceria e não divisão ou disputa. 


Celso Garrefa
Sertãozinho SP








domingo, 7 de novembro de 2021

POSICIONAMENTOS FRÁGEIS, MANIPULAÇÕES FORTES

Quando ele quer, não tem jeito, tem que dar, senão ninguém aguenta, reclama a mãe, após a insistência perturbadora do filho de apenas cinco anos. Oras, se não aguentamos a pressão de uma criança...

Obs.: Em razão de regras contratuais, este texto não está mais disponível neste blog, podendo ser lido na íntegra no livro "ASSERTIVIDADE, UM JEITO INTELIGENTE DE EDUCAR", de Celso Garrefa.


                                                               Grato pela compreensão.  




sábado, 24 de abril de 2021

É FÁCIL DIZER NÃO, DIFÍCIL É MANTER O NÃO QUE FOI DITO

Um dia desses falando com a mãe de um garoto de cinco anos, ela argumentou que quando ele quer, não tem jeito, tem que dar, senão ele não para, não tem quem aguenta...

Obs.: Em razão de regras contratuais, este texto não está mais disponível neste blog, podendo ser lido na íntegra no livro "ASSERTIVIDADE, UM JEITO INTELIGENTE DE EDUCAR", de Celso Garrefa.


                                                               Grato pela compreensão.  




sábado, 10 de outubro de 2020

EDUCAÇÃO PREVENTIVA: QUANDO COMEÇAR?

(Foto: www.shutterstok.com)
    Qual é o momento ideal para começarmos a exercer uma educação preventiva é uma pergunta que sempre surge quando falamos sobre a educação dos filhos. Não tenho dúvidas em afirmar que o melhor momento é quando a criança ainda está na barriga da mãe.

     A gravidez é um momento especial para o casal que tanto deseja ter um filho. Período em que os futuros papais se preparam para receber uma nova vida. Serão nove meses de espera, tempo esse de fazer planos, de discutir sobre a escolha do melhor nome para o bebê, de criar expectativas sobre qual será o seu sexo, de programar o quartinho da criança.

    Tudo isso é muito bonito e saudável, mas é necessário, também, começar aí, antes mesmo do nascimento, a planejar sobre qual será o tipo de educação que estão dispostos a adotar na criação desse filho. É o momento de se definir qual será a proposta de  vida que norteará o relacionamento familiar. 

    Como as crianças aprendem aquilo que vivem, uma educação preventiva não começa nela propriamente dita, mas nos comportamentos e no relacionamento do casal. Como pretendem educar para o respeito se o casal não se respeitam e se ofendem o tempo todo? Como pensar em harmonia no lar que breve receberá uma criança, se os futuros pais vivem em estado de histeria e loucura? Como educar pelo exemplo se o casal não faz de suas atitudes um modelo a ser seguido? 

    Deixando um pouco de lado o romantismo e olhando pela ótica da razão, essa criança que breve começará sua jornada nesta vida irá se deparar com um mundo hostil, carregado de perigos e ameaças de toda espécie.  É responsabilidade dos pais prepará-la para esses desafios, caso contrário, ela poderá sentir-se entregue a própria sorte. Precisamos chegar primeiro.

Celso Garrefa 

Sertãozinho SP

QUEM VAI ROMPER O CICLO?

Quantos de nós foi o primeiro a fazer uma faculdade na família, após gerações e gerações que não tiveram a oportunidade de avançar nos estud...