sábado, 11 de fevereiro de 2023

ZONA DE CONFORTO OU DE ACOMODAÇÃO?

Uma das principais barreiras que impede um processo de mudança é a dificuldade de abandonarmos a nossa zona de conforto. O medo do novo, de enfrentar um desafio, de encarar o desconhecido faz com que não nos movamos em busca de novas possibilidades e com isso nos contentamos com o momento vivido, mesmo que não estejamos contentes com ele, sem perceber que essa zona de conforto, muitas vezes, não passa de zona de acomodação.

Nós, humanos, somos seres adaptáveis às situações vivenciadas. Sem perceber acostumamos com o que é bom, e isso é bom, mas também nos adaptamos com situações que não são tão boas assim. 

Acostumamos a ser desrespeitados pelo parceiro, para não perder e vamos nos perdendo de nós mesmos. Acostumamos com os gritos em nossos ouvidos para não contrariar. Acostumamos com o som alto, para não criar um conflito. Acostumamos a nos abandonar em função do outro e transformamos a zona de conforto também em zona de abandono. 

E ao acomodarmos ao que não nos faz bem, ao que não é bom, não percebemos que a zona de conforto não produz conforto algum. Na verdade nos acomodamos à nossa zona de desconforto, naturalizamos situações que não deveriam ser naturalizadas, e ao nos adaptarmos ao que adoece, não buscamos ajuda, nem a cura, pelo contrário, buscamos justificativas para continuarmos não fazendo nada para corrigir o que precisa de correção.

Portanto, que tenhamos coragem para mudar o que precisa de mudanças e o primeiro passo para isso é nos inconformarmos com tudo aquilo que adoece, que machuca, que nos causa estagnação, que impede o crescimento e que nos acorrenta à zona de desconforto. 



Celso Garrefa

Assoc. AE de Sertãozinho SP

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