Ouvimos, com frequência, uma ideia sobre o exemplo, citando-o como o único meio de educar, e não enxergo isso como uma verdade. Vejo o poder do exemplo como um forte aliado na educação, complementando um conjunto de outros fatores, que somados fazem a diferença na vida de quem pretendemos influenciar e educar.
Mesmo quando nossos comportamentos são exemplares, eles podem não produzir os resultados esperados. Além de sermos exemplos, precisamos falar sobre eles a quem desejos influenciar e não ficar à espera de que percebam nossas atitudes e as copiem. Nem sempre a outra parte irá perceber ou está disposta a nos seguir.
Pensando nisso, devemos cuidar dos nossos comportamentos, fazendo deles modelos a serem seguidos e falar sobre eles. Se não queremos que nossos filhos deixem os calçados no meio do corredor, precisamos dar o exemplo e cuidar dos nossos; se não queremos que exagerem no uso das telas, precisamos cuidar da maneira como utilizamos esse recurso. Feito isso, ganhamos autoridade para cobrá-los.
Sem ser exemplo estamos sujeitos a adotar duas atitudes nada funcionais. Ou nos tornamos autoritários, faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço, ou nos tornamos permissivos, e nos calamos diante de comportamentos que desaprovamos porque percebemos que cometemos os mesmos erros que queremos consertar no outro.
Por fim, o exemplo torna-se uma ferramenta poderosa na educação dos filhos quando ele ganha o reforço das palavras e as palavras tornam-se potentes,, quando acompanhadas do exemplo positivo.
Celso Garrefa
Pedagogo Social, autor dos livros "Assertividade, um jeito inteligente de educar" e " O primeiro dia da minha nova vida".


































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