sábado, 4 de novembro de 2017

FACULDADE: UNS SAIRÃO FORMADOS, OUTROS ALCOÓLATRAS

Entrar para a faculdade é o sonho de muitos jovens e também de pais e mães que desejam ver um filho formado. A universidade é um período de vida decisivo, de preparação para um futuro promissor, mas também não deixa de ser um momento perigoso, tendo em vista que é uma época onde a oferta do álcool é marcante.

O ingresso na faculdade é um momento onde ocorre certo desligamento do convívio familiar, sobretudo, entre aqueles que se alojam em repúblicas para estudantes. O convívio com outros jovens, longe da supervisão dos pais, proporciona a esses alunos a liberdade para fazerem suas próprias escolhas, sem repreensões.

Em muitos casos a entrada para a faculdade costuma ser comemorada com excessivo consumo de bebidas alcoólicas. Um hábito que pode se prolongar durante todo o curso, nas festas com a turma, onde é comum uma prática perigosa, que são as competições entre estudantes para medir quem consome maior quantidade do álcool. Brincadeira que já resultou em morte de universitários.

A pressão exercida pela turma é também um fator que incentiva o hábito de beber. O jovem não deseja sentir-se excluído e para fazer parte do grupo, o consumo de bebidas é praticamente uma regra. Algumas repúblicas de estudantes, inclusive, não aceitam, em sua composição, alunos que sejam abstêmios.

O alcoolismo, reconhecido pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como uma doença, se desenvolve ao longo do tempo, através do uso frequente e prolongado do hábito de beber. O desenvolvimento da doença não está sob o controle do bebedor. É engano acreditar que o sujeito é fraco para bebida, por isso tornou-se alcoólatra. Todos os jovens estudantes que consomem esses produtos correm riscos, que aumentam de acordo com o volume e frequência dessa atitude.

Além do risco de desenvolverem o alcoolismo, outro fator preocupante é uma modalidade de consumo, muito frequente entre os universitários, conhecida como beber em binge, ou seja, o consumo de grande quantidade de álcool em curto espaço de tempo. Nesse caso, mesmo não havendo, ainda, desenvolvido a doença, esse consumo apresenta riscos iminentes, pois podem induzir o estudante ao coma alcoólico, envolver-se em brigas ou dirigir sob o efeito da bebida.

Todo cuidado é pouco. O consumo abusivo de substâncias alcoólicas, tão comum entre universitários, pode transformar sonhos em pesadelos e, ao invés de finalizarem os estudos como profissionais qualificados, podem deixar a faculdade como meros doentes alcoolistas. Tudo é uma questão de escolha e consciência.




Texto de Celso Garrefa
           Sertãozinho SP











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