sábado, 24 de janeiro de 2026
ÂNCORAS IMOBILIZAM, RAÍZES NUTREM
sábado, 17 de janeiro de 2026
QUEM VAI ROMPER O CICLO?
Pode até parecer simples, mas é preciso coragem e sabedoria para romper ciclos de comportamentos enraizados na família, e que se reproduzem geração após geração. Aqueles que ousam romper com padrões pré-estabelecidos parece incomodar, mesmo que a busca da mudança vise melhorar a sua condição de vida.
Esses padrões comportamentais muitas vezes soam como verdades absolutas na família, e assim sendo, são copiados e reproduzidos ao longo do tempo, sem questionamentos, e quem ousa rompê-los e abandonar esse jogo é visto como um estranho, um exibido.
Não é simples pular desse barco, mesmo que furado, porque quem ousa fazê-lo costuma ser bombardeado por críticas, por julgamentos e visto como um traidor. Incomoda, para muitos, ver que alguém está fazendo diferente, está se sobressaindo e por isso ele pode ser vítima de todo o tipo de ataque.
O primeiro princípio do Programa Amor-Exigente nos leva a refletir sobre nossas raízes culturais e a lançarmos um olhar sobre o passado, refletindo e realizando uma autoanálise, visando sabermos de onde viemos, em quem nos tornamos e onde queremos chegar.
A partir disso podemos nos posicionar: o que foi saudável e queremos preservar? o que vale a pena resgatar? e o que não foi bom e precisamos descartar, romper o ciclo, abandonar padrões comportamentais não saudáveis e buscar uma nova maneira de viver?
Quem o fará? Que seja eu, que seja você, só não dá para continuarmos girando na mesma roda feito um ramister em seu brinquedinho, girando, girando e girando, sem sair do lugar.
Pedagogo Social
Autor dos livros "Assertividade, um jeito inteligente de educar" e
"O primeiro dia da minha nova vida"
quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
QUEM É VOCÊ?
Quem é você? Essa parece uma pergunta simples, só parece. Como é complexo olhar para nós mesmos, saber quem somos, remover máscaras, perceber nossos defeitos, mas também reconhecer nossas qualidades.
Raízes culturais é o primeiro princípio do Amor-Exigente, um programa que transforma vidas, e o primeiro passo para isso é nos desvelar, reconhecer que possuímos uma identidade única, e podemos ser quem somos, sem precisar encarnar personagens para agradar a todos.
domingo, 4 de janeiro de 2026
DESAPEGUE E VIVA COM LEVEZA
Reorganize seu quarto, revise suas paredes, esvazie suas gavetas, elimine o que não serve mais, o que não agrada mais, o que não faz mais sentido. Elimine, principalmente, o que não traz boas lembranças, aquilo, cuja memória nos faz sofrer.
A partir disso, veja o que está cuidadosamente guardado, esperando o momento certo para ser utilizado. Aquelas belas taças guardadas no armário à espera de visitas, aquela roupa de cama esperando uma ocasião especial, o presente ganho no casamento e ainda cuidadosamente encaixotado. Eles não foram feitos para ficarem guardados, mas para serem utilizados. A vida acontece agora, viva-a, agora, que o tempo passa e como passa rápido.
Mas, não se contente com aquilo que é material. Faça também uma faxina em seus sentimentos e desapegue daqueles que machucam, daqueles que insistimos em carregá-los ao longo da vida. Desapegue da raiva, liberte-se dos ressentimentos, livre-se da carga pesada do sentimento de culpa, descarte as mágoas. Remova todo o peso que te impede de caminhar.
Seja uma nova pessoa neste novo ano e viva o que de fato vale a pena ser vivido. Valorize o que, de fato, vale a pena ser valorizado. Não se aborreça por bobagens. Pare de remoer o passado e foque no novo, no futuro. Se preciso for, perdoe-se; se necessário for, reconstrua-se, se precisar, busque ajuda e faça de cada dia deste novo ano, o primeiro dia da sua nova vida.
Celso Garrefa
Pedagogo Social
Autor dos livros: Assertividade, um jeito inteligente de educar e Primeiro dia da minha nova vida
segunda-feira, 2 de janeiro de 2023
"A" DE ABELHA, "E" DE ELEFANTE, "Z" DE ZABUMBA
Era uma escola dos anos
iniciais e reservaram uma sala de aula para a apresentação. As cadeiras estavam
enfileiradas em frente a um quadro negro, onde se via, logo acima, um varal feito
com barbante, com muito capricho, onde penduraram as letras do alfabeto
acompanhadas de figuras para ajudar as crianças a memorizarem cada letrinha.
Até aí, tudo muito bem, mas o
que chamou a nossa atenção foi a figura escolhida para representar a letra “K: uma
lata de cerveja cuja marca inicia com “K”.
O varal me fez relembrar da
minha escola na infância, da primeira professora, dos colegas de classe, e da cartilha “Caminho Suave”. Ainda preservo na memória cada figura correspondente a cada letra do alfabeto, desde o “A” de abelha, o “E” de
elefante, até o “Z” da zabumba.
A cena vista hoje retrata o
quanto vivemos em uma sociedade em que o álcool é culturalmente aceito e
glamourizado. As empresas investem alto em campanhas publicitárias, ligando a
marca ao prazer, ao sucesso, à alegria e o primeiro contato da criança com a
substância costuma acontecer dentro de casa, com anuência dos pais.
Ignora-se que o álcool também
é droga, mesmo que lícita para maiores, de alto poder destrutivo para aqueles
que se tornam dependentes dele, e não são poucos. Segundo estimativas, uma
parcela superior a 10% da população possui problemas relacionados a esse
produto.
Infelizmente, a
conscientização dos riscos que o consumo do álcool representa é quase nulo. Se
é desesperador ver pais mergulharem a chupeta do bebê no copo de cerveja, não
menos desesperador é ver uma escola utilizar a imagem de uma substância
alcoólica na alfabetização de crianças.
Não consegui sair do local,
sem alertar sobre a cena. Trocar a imagem é urgente, mas não basta: precisamos
mudar mentalidades. Consciência começa com “C”, mas bem que poderia começar com
“K”, assim poderíamos trocar a figura da cerveja por “Konsciência”.
Celso Garrefa
Assoc. AE de Sertãozinho SP
domingo, 19 de janeiro de 2020
QUEM EU SOU, ONDE ESTOU, PARA ONDE VOU?
FALAR OU CALAR?
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