quarta-feira, 23 de novembro de 2016

PRIMEIRA VEZ NO AMOR-EXIGENTE



A cada reunião semanal, o Programa Amor-Exigente recebe pessoas que procuram o grupo pela primeira vez.  Normalmente chegam fragilizadas, externando sinais visíveis de sentimentos profundos e precisamos acolhê-las com carinho e empatia.

Não é um momento fácil para a família e muitos relutam até tomar a decisão de buscar ajuda. Quando chegam trazem consigo muita frustração, acompanhada de um forte sentimento de culpa. Em geral, chegam com rostos abatidos, desesperançados, cheios de mágoas e sem rumo.

Chegam com a autoestima abalada, sem alegria de viver, como se nada mais fizesse sentido. A aparência exterior evidencia aquilo que seu interior tenta esconder. Em geral, vestem cores escuras e é notório o descuido com a própria aparência.

Quando chegam aos grupos relatam que já  tentaram de tudo, sozinhos em casa. Pensavam que seriam capazes de resolver o problema, e tentaram esconder, sem sucesso, aquilo que todos lá fora já sabiam. Normalmente chegam cheios de vergonha, de cabeça baixa e adoecidos, tentando enxergar uma luz no final do túnel.

Ao recebermos estes pais e mães, nossa primeira missão é acolhê-los, dar colo e emprestar-lhes ouvidos. Recebê-los sem nenhum tipo de preconceito, sem críticas e sem qualquer tipo de condenação. Não adianta enchê-los de teorias e explicações, muito menos apresentar-lhes soluções. Neste primeiro contato devemos falar o mínimo necessário e ouvir, ouvir e ouvir. O primeiro impacto que recebem ao chegarem ao grupo é automático: eles percebem que não estão mais sozinhos e que muitos outros enfrentam ou enfrentaram problemas semelhantes aos seus.

Os coordenadores que recebem os familiares que chegam pela primeira vez devem ser carismáticos, acolhedores e conduzir a reunião com empatia, visando atingir três metas. A primeira é fazer com que os familiares sintam-se acolhidos. A segunda é enchê-los de esperança de que seu desafio tem soluções e finalmente, a terceira meta é o resultado das duas primeiras, ou seja, que eles voltem para o próximo encontro. E aos coordenadores, devemos adotar a ideia de Madre Tereza de Calcutá: "Não podemos permitir que alguém saia da nossa presença, sem se retirar melhor e mais feliz". 

Texto de Celso Garrefa
Amor-Exigente Sertãozinho SP

3 comentários:

  1. Verdade,o acolhimento, a escuta sem julgamento faz ,a diferença .

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  2. Esse grupo tem ajudado muita gente sou grata pela vida de todos que fazem parte desse grupo de auto estima

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