Nós, humanos, somos seres adaptáveis às situações vivenciadas. Sem perceber acostumamos com o que é bom, e isso é bom, mas também nos adaptamos com situações que não são tão boas assim.
Acostumamos a ser desrespeitados pelo parceiro, para não perder e vamos nos perdendo de nós mesmos. Acostumamos com os gritos em nossos ouvidos para não contrariar. Acostumamos com o som alto, para não criar um conflito. Acostumamos a nos abandonar em função do outro e transformamos a zona de conforto também em zona de abandono.
E ao acomodarmos ao que não nos faz bem, ao que não é bom, não percebemos que a zona de conforto não produz conforto algum. Na verdade nos acomodamos à nossa zona de desconforto, naturalizamos situações que não deveriam ser naturalizadas, e ao nos adaptarmos ao que adoece, não buscamos ajuda, nem a cura, pelo contrário, buscamos justificativas para continuarmos não fazendo nada para corrigir o que precisa de correção.
Portanto, que tenhamos coragem para mudar o que precisa de mudanças e o primeiro passo para isso é nos inconformarmos com tudo aquilo que adoece, que machuca, que nos causa estagnação, que impede o crescimento e que nos acorrenta à zona de desconforto.
Celso Garrefa
Assoc. AE de Sertãozinho SP


















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