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terça-feira, 22 de julho de 2025
PARENTES E AFINS - RESPEITO E FRATERNIDADE
sábado, 12 de julho de 2025
QUEM ESTÁ NO COMANDO DO MEU "EU"
O sétimo princípio básico do Programa Amor-Exigente cita que "tomar atitude precipita uma crise". Mas, crises incomodam, causam desconforto e insegurança, e muitos de nós não queremos abandonar nossa zona de acomodação.
No entanto, existem momentos na vida em que nos deparamos com grandes desafios, que nos colocam diante de uma enorme crise e para enfrentá-la não existe outro caminho que não seja por meio da ação, da atitude.
E isso nos coloca diante de um dilema: se já estamos vivenciando uma grande crise, por que tomar atitudes para provocar novas crises?
Acontece que as crises que vivenciamos muitas vezes foram provocadas pelos comportamentos do outro e, portanto, ele a administra de acordo com os seus interesses, enquanto nós arcamos com as consequências. Uma criança provoca uma crise de birra para desestabilizar os pais e eles cederem, atendendo o desejo dela; um jovem dependente químico ameaça abandonar a família, se ela dificultar seu acesso às drogas, para convencê-la a bancar seu vício etc.
A partir do momento em que começamos a agir, a tomar atitudes em relação aos comportamentos alheios, que desaprovamos, quem vão precisar se ajustar às nossas ações são eles.
Devemos, ainda, compreender que tomadas de atitudes são ações concretas, que possuem um objetivo a ser alcançado. Devem ser ações que se sustentam, que temos condições de mantê-las com firmeza, caso contrário, caímos nas ameaças vazias e perdemos o crédito.
Enquanto nos sujeitamos aos comportamentos inadequados do outro, sofremos as consequências das crises por ele estabelecida, mas quando nós tomamos atitudes, quem vai precisar se ajustar às nossas mudanças é ele. Tomar uma atitude significa, portanto, retirar o comando da nossa vida das mãos de outra pessoa e trazê-la para o nosso domínio, esse é o segredo da mudança positiva que tanto desejamos.
Celso GarrefaAutor dos livros: "Assertividade, um jeito inteligente
de educar" e "Primeiro dia da minha nova vida".
quarta-feira, 9 de julho de 2025
GRATIDÃO, GRATIDÃO, GRATIDÃO
Um dia, algumas linhas escritas, um blog simples, e eu começava a transformar em textos minhas vivências, minhas experiências e meus conhecimentos do Programa Amor-Exigente.
Sempre evitei criar polémicas, e tudo o que transmito, através dos textos, é com muito cuidado e respeito, com o objetivo de levar um mínimo de conhecimento e de conforto para as famílias que tanto sofrem com o problema da dependência do álcool e outras drogas e despertar nelas a importância de buscar ajuda, com a certeza de que é possível vencer esse flagelo.
Não tinha a dimensão do quanto isso se expandiria, do tanto de retorno que recebo de pessoas através de mensagens de gratidão, de agradecimento, de reconhecimento.
O que começou pequeno, hoje ultrapassou a marca de meio milhão de visualizações no blog, mais de 230 textos publicado, cinco anos de matéria para o encarte da revistAE, artigos em diversos sites, jornais e revistas, palestras em inúmeras cidades e dois livros lançados: "ASSERTIVIDADE, UM JEITO INTELIGENTE DE EDUCAR" e "O PRIMEIRO DIA DA MINHA VIDA VIDA"
Só posso terminar esse texto com três palavras: GRATIDÃO, GRATIDÃO, GRATIDÃO. Contem sempre comigo.
Celso Garrefasexta-feira, 27 de junho de 2025
SERÁ QUE O MEU FILHO ESTÁ USANDO DROGAS? COMO SABER?
Além disso, quando a família começa a desconfiar, até como um mecanismo de defesa, em um processo inconsciente, ela atravessa a fase da negação. O primeiro caminho é aceitar o óbvio, mesmo que isso cause decepções e desconfortos. Até que negamos o problema, nada fazemos para tentar corrigi-lo.
A percepção do uso depende muito
da pessoa e do tipo de substância que ela está consumindo. Segue abaixo alguns
indícios de que algo possa estar acontecendo e que servem de alerta para os
pais:
1 – Mudança repentina de humor e
comportamento;
2 – Mudança no quadro de amizades
(distanciamento dos considerados “bons amigos”, para aproximar de um grupo de
amigos suspeitos;
3 – Dificuldade para dormir
(noite toda acordado), quando dorme atravessa longo período no sono;
4 – Gastos elevados de dinheiro,
sem que não se identifiquem onde foi gasto;
5 – Endividamento;
6 – Pedido de dinheiro em
sequência e com insistência (no mesmo dia, pede dinheiro duas, três, quatro
vezes);
7 – Em estágio avançado,
desaparecimento de pertences da casa (podem estar sendo trocados por
substâncias);
8 – Irritabilidade, ansiedade;
9 – Mudança de humor, em curto
espaço de tempo, exemplo: está irritado, inquieto, incomodado, sai para a rua e
retorna pouco depois com comportamento totalmente diferente, quieto, tranquilo,
calmo ou vice-versa.
10 – Mudanças físicas: olhos
vermelhos, irritados, fungação de nariz (parece que está sempre com gripe),
dilatação da pupila, falta de apetite (no caso da cocaína), muito apetite (no
caso da maconha), descuido da aparência, relaxo com a higiene pessoal;
11 – Distanciamento familiar;
12 – Evita conversa, evita olho
no olho, cabeça baixa e qualquer tentativa de diálogo é recebida com incômodo e
irritabilidade;
13 – Muito tempo ausente de casa,
até mesmo em dias do meio da semana, inclusive atravessando a noite e
retornando tarde no outro dia, com desculpas de que estava em churrasco ou
festas com amigos,
14 – Fala em desacordo com sua
normalidade (rápido demais ou devagar demais);
15 – Perda de dias de trabalho,
sem motivos aparentes;
16 – Mentiras frequentes,
chantagens, manipulações;
17 – Não despreze o consumo
abusivo do álcool, ele também é droga e assim deve ser encarado, sem
minimização, sem glamorização;
18 – Não ignore o alerta de
outras pessoas, se estão abordando sobre o problema é porque algo está
acontecendo e o objetivo é tentar ajudar, pois o quanto antes a família tomar
conhecimento do problema, mais rápido ela pode começar a agir;
19 – Não perca tempo em perguntar
para ele se está fazendo uso, ele vai negar, inclusive jurando que não faz.
Obs.: O fato de eles enquadrarem
em um ou outro fator descrito acima não significa que estão fazendo uso das
drogas, no entanto, quanto mais itens se enquadram maiores são as
probabilidades de que algo está acontecendo e isso exige atenção e urgência.
Havendo qualquer indício de uso,
ou suspeita, não fique sozinho, procure o Programa Amor-Exigente em sua cidade
ou o mais próximo.
Celso Garrefa
sexta-feira, 2 de maio de 2025
LIBERTE-SE DA CULPA QUE TE PRENDE AO PASSADO
As causas de um problema, geralmente, não estão associadas apenas a um fator, mas a um conjunto de circunstâncias que atuam na vida de uma pessoa; no entanto, costumamos ignorar essa realidade, assumimos para nós a culpa pelo contratempo e menosprezamos todo o resto.
Afetados pelo sentimento de culpa nos autocondenamos e, consequentemente, paralisamos qualquer tentativa de ação, isso porque esse sentimento está relacionado ao passado e não há como modificarmos o que passou.
Para seguirmos em frente, vamos precisar nos libertar do peso causado pelo sentimento de culpa, soltar as correntes que nos prendem ao passado e assumir responsabilidades no presente, como citado pela frase, de autor desconhecido: "Culpas, desculpas e culpados são pesos desnecessários que travam os passos, corroem os laços e dificultam o caminhar. Portanto, assuma as responsabilidades que lhe cabe, repare o que for possível e avance, sem olhar para traz".
Autor dos livros "Assertividade, um jeito inteligente de educar" e "Primeiro dia da minha nova vida"
quinta-feira, 17 de abril de 2025
CONSTRUINDO UMA AUTORIDADE SÓLIDA
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| (Imagem gerada por IA) |
O primeiro equívoco é tentar conquistá-la através de comportamentos hostis, grotescos ou violentos, ou através de gritos histéricos e atitudes agressivas. Não construímos uma autoridade sólida através da violência, e sim através de comportamentos equilibrados, de posicionamentos claros e firmes, onde o sim possui valor de sim, no entanto, quando o não é a resposta necessária, ele precisa prevalecer.
Posicionamentos frágeis e atitudes que não se sustentam, além de minar qualquer possibilidade de sucesso na construção de uma autoridade sólida, ainda nos tornam presas fáceis para filhos manipuladores, que são experts na arte de insistir, de incomodar, de manipular, até conquistarem aquilo que desejam.
O relacionamento do casal exerce um papel determinante no fortalecimento ou na fragilização da autoridade. Falar a mesma língua, em relação à educação dos filhos, é um fator positivo nessa construção, mas quando um vive desautorizando o outro, desconstruindo um combinado, são fatores negativos que enfraquecem essa conquista.
Por fim, não dá para falar em autoridade sem abordar um fator essencial para essa construção, que é o poder do exemplo. Sem sermos exemplos acabamos adotando atitudes nada funcionais: ou nos tornamos autoritários - faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço - ou nos tornamos permissivos e fechamos os olhos para os comportamentos que desaprovamos. E relembrando, mais uma vez, um dos lemas do Programa Amor-Exigente: Eu amo você, mas não aceito aquilo que você faz de errado.
Celso Garrefa
Pedagogo Social
Autor dos livros "Assertividade, um jeito inteligente de educar" e "O primeiro dia da minha nova vida"
terça-feira, 8 de abril de 2025
QUAL É O SEU PAPEL?
É necessário buscarmos o equilíbrio nessa relação, compreendendo as mudanças de mundo. Dialogar com a atual geração, da mesma forma com que lidávamos no passado, significa não respeitar as mudanças ocorridas ao longo do tempo, tornando nossa missão menos eficiente.
Os filhos da atual geração exigem novas formas de abordagens. Isso não significa igualar os papéis. Os pais continuam sendo pais e os filhos continuam sendo filhos; isso não muda e precisa ser preservado. Se o autoritarismo do passado não se encaixa na educação moderna, a autoridade dos pais é legítima, é necessária e deve ser exercida com firmeza, de forma responsável, consciente e coerente.
Se deixarmos de exercer uma função que nos é de direito, abrimos espaço para outros assumirem. Agindo assim, perdemos o controle da nossa vida e passamos a viver sob os domínios dos outros, inclusive por quem ainda não está preparado para isso ou por quem não gostaríamos que estivesse no comando.
Celso Garrefa
Pedagogo Social
Autor dos livros "Assertividade, um jeito inteligente de educar" e "O primeiro dia da minha nova vida"
sexta-feira, 28 de março de 2025
A CONFIANÇA PERDIDA E O PAPEL AMASSADO
sexta-feira, 21 de março de 2025
VOCÊ PRECISA CONFIAR EM MIM
Um dos desafios das pessoas em processo de recuperação da dependência do álcool ou de outras drogas é lidar com a falta de confiança da família. Eles queixam que, apesar dos seus esforços, a desconfiança ainda prevalece com muita força. Por outro lado, os familiares relatam que desejam intensamente confiar, mas não conseguem fazê-lo. Como lidar com isso?
Não precisamos de muita coisa para perdermos a confiança em alguém, mas recuperá-la é um desafio que exige muito esforço e mesmo assim, precisa de tempo, que não costuma ser pouco. Enquanto a pessoa estava no uso, os familiares conviveram com tantas mentiras e promessas não cumpridas, que cansaram de palavras. Conversas não convencem mais. A recuperação da confiança é um desafio a longo prazo, que precisa ser conquistada e não cobrada, e isso só é possível através de novas e permanentes atitudes e comportamentos.
A pessoa em recuperação ajuda muito quando, num exercício de humildade, posiciona os familiares em relação ao que pretende fazer, onde deseja ir, a que horas pretende voltar e consequentemente, cumpre rigorosamente com aquilo que foi combinado. Essas atitudes encurtam o processo de retomada da confiança.
sábado, 15 de março de 2025
CONFIANÇA PERDIDA, DIFÍCIL RESGATE
Quem convive com um dependente do álcool ou de outras drogas conhece muito bem algumas características marcantes presentes nessas pessoas, como a mentira, a chantagem, a manipulação e as promessas não cumpridas. Nunca estão onde dizem estar, raramente cumprem com os horários combinados, dizem que vão se cuidar, porém retornam para casa sobre efeito de álcool ou outras drogas. Prometem que vão melhorar, mas não mostram mudança alguma, com isso, a confiança é perdida, cedendo espaço para as desconfianças.
terça-feira, 4 de março de 2025
LIMITES NÃO SÃO FREIOS
É verdade que os nossos recursos são limitados, mas não devemos fazer disso uma barreira paralisante, que nos mantém estagnados, presos ao problema e incapazes de enfrentar o desafio, pelo contrário, significa que precisamos buscar meios de ampliar nossas potencialidades.
O primeiro passo é resguardar os recursos já existentes, preservando nossas estruturas. Não resolve abandonar emprego porque estamos com um problema familiar, ou deixar de dormir à noite enquanto o filho não chega, ou ainda deixar de nos alimentar porque temos uma dívida etc.
Essas são atitudes disfuncionais que minam nossos recursos materiais, físicos e emocionais e, quanto mais desrespeitamos esses limites, mais adoecemos, mais nos fragilizamos e, consequentemente, diminuímos nossas forças para lidarmos de forma assertiva com o problema.
Mais do que preservar os recursos já existentes, precisamos ampliá-los e para isso, é fundamental buscarmos ajuda, orientação e apoio. Cada um de nós possui conhecimentos e experiências que são de extrema importância para a solução do desafio, no entanto, essas vivências são limitadas, mas não precisamos nos limitar a nós mesmos.
Varias cabeças pensando juntas funcionam melhor que uma sozinha. Quando adotamos a coragem de buscar ajuda ampliamos de forma substancial os recursos necessários para enfrentarmos um grande desafio e passamos a enxergar novas possibilidades que até então não havíamos percebido. Em grupo ampliamos nossos recursos e assim deixamos de enxergar limites como freios para encará-los como alavancas.
Celso Garrefa
Autor dos livros "Assertividade, um jeito inteligente de educar" e "Primeiro dia da minha nova vida"
sábado, 22 de fevereiro de 2025
MAIS "GENTE", MENOS "COISA"
As evoluções tecnológicas fizeram com que os seres humanos se distanciassem e com isso, estamos vivendo cada vez mais as relações virtuais e menos as presencias. A frieza das redes sociais, de certa forma, fez com que muitos de nós esquecêssemos que somos seres humanos. Nas redes, desejamos mostrar o sucesso, as conquistas e escondemos nossos desafios e dificuldades. Ignoramos que somos gente e que o outro também o é.
Quantas vezes nos deparamos com postagens nas redes sociais e, mesmo sem conhecer a fonte e a veracidade, friamente, compartilhamos ou fazemos comentários inapropriados e esquecemos que existe uma vida humana do outro lado da tela, uma pessoa que possui sentimentos e sofre as consequências de um ataque desnecessário e gratuito?
Mesmo diante de toda a tecnologia que nos cerca, ainda continuamos a ser gente e como gente possuímos sentimentos que precisamos proteger, com posicionamentos firmes, não permitindo ser invadidos, explorados, manipulados, massacrados, inclusive dentro da nossa própria casa. Todo grande abuso começa com pequenos ataques, que se ignorados ganham em intensidade ao longo do tempo.
O primeiro passo é aceitarmos o óbvio, somos gente, e reconhecendo isso, não aceitar e não permitir sermos tratados como qualquer coisa, como algo sem valor, que não merece respeito e assim, que possamos ser cada vez mais "gente" e menos "coisa".
Celso Garrefa
Pedagogo Social
Autor dos livros "Assertividade, um jeito inteligente de educar" e "O Primeiro dia da minha nova vida"
sábado, 15 de fevereiro de 2025
AMOR-EXIGENTE, UM PROGRAMA QUE SALVA VIDAS
É comum os familiares chegarem aos grupos mais adoecidos que o próprio dependente. Chegam com o relato de que desejam intensamente ajudá-lo, mas, afetados pela codependência, carregam uma mistura de sentimentos e um sofrimento profundo.
Sentimentos como culpa, medo, tristeza, desespero, entre outros, os fazem paralisar. A vontade de ajudar é imensa, mas estão tão fragilizados que não sabem como agir, por onde começar.
Sem uma base orientadora e sem conhecimento da problemática que envolve a dependência, as tentativas de ajuda, além de não solucionar o problema, podem agravar ainda mais a situação. Cego guiando cego corre-se o risco dos dois caírem no buraco.
Nos grupos de apoio a família começa a despertar do impacto paralisante provocado pela descoberta do problema e a se libertar de sentimentos negativos que travam suas ações. São nos grupos de apoio que as famílias se fortalecem e quando fortes, deixam de ser alvo de fácil manipulação. Aprendem a lidar com um problema de alta complexidade de forma assertiva e orientada.
Enfim, a família deve participar de um grupo de apoio porque, mesmo não fazendo uso de drogas, adoece tanto quanto o dependente e quando enfrentam os desafios juntos, estatisticamente, as possibilidades de sucesso do tratamento aumentam de forma extraordinária, portanto, venham se capacitar com o Amor-Exigente, um programa que salva vidas.
Celso Garrefa
Pedagogo Social
Autor dos livros "Assertividade, um jeito inteligente de educar" e "O primeiro dia da minha nova vida"
sexta-feira, 31 de janeiro de 2025
PARENTALIDADE DISTRAÍDA
Os vínculos afetivos são um dos principais fatores de prevenção e proteção na educação dos filhos e não se constroem vínculos com distanciamento, seja ele físico ou mesmo aquele em que os pais estão presentes fisicamente, porém absorvidos pelas telas não enxergam as pessoas que convivem no mesmo espaço. Falta diálogo, falta atenção, falta comunicação, falta demonstração de afeto.
Pais ocupamos excessivamente com suas redes sociais não encontram tempo para exercer o seu principal papel em relação aos filhos, que é prepará-los para o mundo em que vivem. Na ausência de uma referência familiar que norteiem sua vida eles buscam fora do núcleo parental as suas referências, que nem sempre são as mais adequadas.
Grandes desvios comportamentais não acontecem da noite para o dia. É um processo que se instala ao longo do tempo e precisamos de muita atenção para identificar e corrigir os pequenos deslizes, caso contrário, as consequências poderão ser desastrosas, no entanto, só vamos perceber tais mudanças se não estivermos tão distraídos com as telas.
Outro problema do uso excessivo das redes são as comunicações interrompidas, conversas cortados pelos sons das mensagens dos celulares, como se aquilo que nos chega seja mais importante que o nosso diálogo.
Precisamos tirar um pouco nossos filhos das telas e o primeiro passo começa por nós, fazendo uso equilibrado e consciente dessas tecnologias, caso contrário, são eles que poderão nos cobrar: - Saia um pouco desse celular, pai!
domingo, 26 de janeiro de 2025
TEM LINGUIÇA COMENDO CACHORRO
Em uma visão ampla, se pensarmos institucionalmente, cada empresa, cada setor, cada organização também costuma definir seus objetivos, estampando-os em local visível, estabelecendo sua missão, sua visão e seu valor, para que todos tenham conhecimento e sejam membros cooperadores nessa empreitada.
Essas ferramentas ajudam a construir uma base sólida para o sucesso da organização, e havendo clareza nessas definições busca-se pessoas as mais qualificadas possíveis para tornar tudo isso uma realidade.
Porém, entretanto, todavia, e por incrível que pareça, existem organizações, cujos envolvidos, por motivos incertos, duvidosos, por desconhecimento das funções daquele seguimento ou mesmo para atender a interesses escusos trabalham na contramão daquilo que se espera daquele setor.
E isto posto, quanto pior, melhor. E para dar "certo" é preciso utilizar de quem entra no jogo. Nesses casos, não se busca pelo melhor, pela capacidade, pelo conhecimento, mas por quem está disposto a entrar no esquema.
Infelizmente, essa prática não é tão rara assim, e temos assistido essa realidade a nossa volta, no dia a dia, principalmente no meio político. Isso significa caminhar na contramão do esperado, sem medir as consequências e sem se importar com aqueles que serão prejudicados. É a velha inversão de papeis para agradar uma parcela privilegiada em detrimento dos reais interessados. É a linguiça comendo o cachorro e isso caminha na contramão da lógica.
Pedagogo social
segunda-feira, 20 de janeiro de 2025
TEORIAS NÃO SUBSTITUEM ABRAÇOS
Respeito em relação à sua
história de vida, respeito à sua fragilidade, respeito ao seu momento, ao seu
tempo, respeito a sua realidade, respeito às suas individualidades como pessoa humana. Trabalhar o
respeito exige cuidado.
Cuidado com receitas simplistas
para problemas complexos, cuidado para não comparar quem está chegando agora
com o nosso momento atual, cuidado com cobranças excessivas, que estão aquém
das capacidades alheias, cuidado para não bombardear com teorias quem,
inicialmente, só precisa de um abraço.
Um dos comportamentos essenciais para trabalharmos o respeito chama-se empatia. Reconhecer que um dia também chegamos precisando de colo, de abraço. É fundamental que quem nos procura perceba que o grupo somos nós, de forma igualitária, sem diferenciação de qualquer natureza e que se sinta respeitado em sua integralidade. Empatia não significa apresentar uma receita pronta, como se fôssemos os donos da verdade, sabedor da solução, mas assumir o compromisso de caminhar juntos, estar do lado, fazer-se presente. Isso é o que cativa.
Celso Garrefa
Pedagogo Social
terça-feira, 14 de janeiro de 2025
"VOCÊ NÃO É TODO MUNDO
Somos diariamente pressionados a
nos enquadrar em padrões pré-estabelecidos por essa sociedade marcadamente
excludente, consumista e permissiva, que valoriza mais o ter que o ser, mais as
coisas que as pessoas e que não possui nenhum pudor em descartar aqueles que não
se encaixam em suas regras. Além disso, a explosão tecnológica dos últimos anos
trouxe os chamados influenciadores digitais.
No entanto, aquilo que nos
tornamos não é resultado dessas influências, mas sim das nossas próprias
escolhas. Possuímos o livre-arbítrio para decidir, escolher e nos posicionar. Personalidade
não é seguir e copiar cegamente o que os outros nos impõem, mas traçar o nosso
caminho a partir de nós mesmos e de acordo com nossas crenças pessoais.
Como dizia minha mãe, quando eu
era pequeno – você não é todo mundo. Diante destes valores superficiais precisamos
nos posicionar e assim podemos viver o nosso eu, focados em nossos objetivos,
balizados por valores éticos, morais e espirituais e não apenas viver em função
dos outros, visando agradar a massa.
Celso Garrefa
domingo, 5 de janeiro de 2025
PREVENÇÃO À RECAÍDA
Longe de querer apresentar uma receita pronta para um problema de alta complexidade, mas deixo algumas dicas para refletirmos e que podem ajudar na prevenção às recaídas:
1 - Compreenda que a internação em clinicas ou acolhimento em comunidades terapêuticas é apenas uma parte do processo de recuperação. A dependência química não tem cura e é necessário continuar o tratamento fora das instituições;
2 - Após o período de internação é fundamental aderir a grupos de auto e mútua ajuda, como o grupo de Sobriedade do Programa Amor-Exigente, os Alcoólicos Anônimos, os Narcóticos Anônimos, a Pastoral da Sobriedade etc.
3 - Fortaleça a espiritualidade, consciente de que para enfrentar tamanho desafio é necessário contar com a força que vem do alto. Seja um membro ativo na religião a qual se identifica.
4 - Modifique o estilo de vida. Aqueles que desejam deixar as drogas, mas não estão dispostos a modificar o jeito de viver dificilmente alcançarão o êxito. Isso inclui evitar pessoas, lugares e hábitos que tenham alguma relação com o uso de substâncias;
5 - Retome os rumos da própria vida, volte a estudar, a trabalhar, a se responsabilizar pelos atos, a conduzir os rumos da sua nova história;
6 - Descubra outros prazeres que sejam saudáveis, ocupe ao máximo o tempo, evitando a ociosidade. Pratique um esporte, faça um curso, aprenda outra língua, descubra o prazer da leitura, faça uma dança etc.;
7 - Compreenda que além da dependência química existem outras comorbidades que também precisam ser tratadas e que, inclusive, pode ter contribuído para o desenvolvimento da doença - transtornos mentais, como depressão, ansiedade, bipolaridade, esquizofrenia etc. Não despreze a ajuda profissional, seja particular ou através dos Caps-ad, ou Saúde Mental;
8 - Trabalhe a sobriedade comportamental e não apenas a abstinência, corrigindo continuamente os comportamentos inadequados, visando ser a cada dia uma pessoa melhor para si mesmo, melhor para sua família e para a comunidade em que vive;
9 - E esta dica é para os familiares: compreendam que todos fazem parte do processo de recuperação e a família também precisa se tratar, cuidar da codependência e adquirir habilidades para lidar com um problema de alta complexidade, sem perder o equilíbrio e o controle emocional. Participem do Programa Amor-Exigente;
10 - Entenda que estamos diante de uma doença multifacetada, de alta complexidade e não existem soluções simples para problemas complexos. Quanto maior a determinação, quanto maiores os recursos buscados para lidar com o desafio, maiores as chances de sucesso. Vamos à luta, descobrir o quanto é valioso viver em sobriedade.
Celso Garrefa
Pedagogo Social
quarta-feira, 25 de dezembro de 2024
"VOCÊ JÁ FOI USUÁRIO DE DROGAS?"
sexta-feira, 6 de dezembro de 2024
O VALOR DA BANANA
QUEM VAI ROMPER O CICLO?
Quantos de nós foi o primeiro a fazer uma faculdade na família, após gerações e gerações que não tiveram a oportunidade de avançar nos estud...
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Problemas complexos e de difíceis soluções costumam minar nossas energias, atingir nossos limites e, como consequência experimentamos, por v...
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