- Não pense em proibir o uso de tecnologias no quarto, isso não funciona. O quarto é deles, o espaço é deles e eles também precisam dos momentos consigo mesmos. Deixe claro que eles vão continuar utilizando o espaço, mas é preciso estabelecer as regras e os limites do aceitável.
- Não faça do quarto um mundo perfeito para os filhos, capaz de atender todas as suas necessidades, sem que precisem sair dele. Reclamamos que os filho não saem dos quartos mas colocamos nele tudo que os filhos precisam: tevê, internet, videogames, ar-condicionado, frigobar, mesa para alimentação etc.;
- Não permita que o quarto seja utilizado para fazer as refeições, isso precisa acontecer nos locais adequados, como a cozinha ou sala de jantar, preferencialmente com a família reunida no entorno da mesa;
- Comunique que não serão respondidas as mensagens via celular vindas do quarto, enquanto a família está na casa. Se quiserem pedir algo, ou se comunicar precisam fazer no presencial. Também não envie mensagens para eles enquanto estão no seu isolamento, faça contato pessoal;
- Seja exemplo: cuidado com o uso indiscriminado das redes socias, com o excesso de telas, com as rolagens infinitas. Percebam as pessoas na casa, cuide para não aderir ao fenômeno "parentalidade distraída". Dialogue e mostre interesse por eles. Saiba cobrar, mas não esqueça de elogiar quando merecido;
- Crie momentos de interação familiar, como jogos, brincadeiras, leituras, e outras atividades como um passeio, uma viagem, um momento de lazer etc.;
- Dialogue e estabeleçam juntos um horário para encerrar o uso das tecnologias no quarto, e uma vez estabelecido, precisa ser respeitado por todos, se necessário combinem um horário em que o sinal de Wi-Fi será desligado;
- Incentive que participem de atividades fora do ambiente de casa, buscando outros espaços para além do escola / quarto; quarto / escola, como esporte, dança, teatro, ações voluntárias, cursos, atividades físicas etc.;
- Trabalhe a cooperação no grupo familiar, onde todos possam contribuir para o bem estar de todos. Estabeleça parcerias, crie momentos da família. Isso ajuda a construir e consolidar os vínculos afetivos.
Cada família vive uma realidade e cada um deve buscar a sua maneira de lidar com o desafio. As dicas citadas são sugestões, que podem se juntar a outras visando a construção de uma relação familiar funcional. Se precisar, peça ajuda. O Programa Amor-Exigente é um grupo de apoio e orientação que pode contribuir imensamente na busca de soluções para este desafio e outros desafios.
Celso Garrefa
Pedagogo Social

