sábado, 25 de abril de 2026

QUEM NÃO CONSTRÓI O PRÓPRIO CAMINHO, CAMINHA PELA ESTRADA DOS OUTROS

Se não sabemos onde queremos chegar, não traçamos os caminhos que precisamos seguir e, consequentemente, caminhamos por estradas construídas por outras pessoas, e o que é traçado pelos outros não conduzem aos nossos objetivos, mas aos deles.

E quantas são as pessoas que não se definem, não conhecem quem são, não sabem onde querem chegar, não traçam suas metas, nem idealizam os seus objetivos. Não possuem um projeto próprio de vida e vivem exclusivamente em função dos outros, para os outros e pelos projetos dos outros. 

É obvio que convivendo com outras pessoas, devemos considerar a importância de cada um, contribuindo para que busquem seus sonhos, realizem os seus objetivos. É gratificante para um pai, uma mãe assistir o sucesso dos filhos, ou uma conquista do cônjuge. Também nos realizamos no sucesso de quem amamos e isso é fantástico.

Mas a nossa vida não pode resumir-se a isso, não deve e não precisa ser totalmente focada em outras pessoas, enquanto esquecemos de nós mesmos. Se esquecermos de nós, colhemos a invisibilidade, não somos vistos, não somos valorizados, nem respeitados e como resultado, corremos o risco de receber o mínimo de quem entregamos o nosso máximo.

Vivemos e quem vive precisa de um projeto de vida, construir a própria estrada, que não exclui quem amamos, mas que não ignora a própria existência. Enfim, por que viver exclusivamente em funções dos outros, pelos sonhos dos outros, pelos projetos dos outros, se também podemos viver a nossa vida, idealizar os nossos projetos, sonhar os nossos sonhos? Também agradamos quem nos ama, cuidando de nós. 


Celso Garrefa

Pedagogo Social

Autor dos livros "Assertividade, um jeito inteligente

de educar" e " O primeiro dia da minha nova vida"


segunda-feira, 20 de abril de 2026

PAIS E FILHOS, QUEM TÊM MEDO DE QUEM?

Os pais que não exercem sua autoridade perdem o respeito dos filhos e o controle da casa, e não só isso, também perdem os domínios da própria vida. Mas, afinal, como podemos conquistar e fortalecer essa atitude fundamental e fazer com que nossa autoridade seja respeitada?

Em primeiro lugar precisamos compreender que o exercício de autoridade não se conquista através da ameaça, da agressividade, da estupidez ou com atitudes grotescas. Esses tipos de comportamentos provocam medo e nenhum filho deveria ter medo dos pais, mas todo filho tem o dever de respeitá-los. 

Autoridade se constrói, é legítima e assim sendo, o primeiro passo é assumi-la. Muitos vezes queremos transferi-la e a transferência daquilo que é nosso dever, enfraquece nossas ações. Quantas vezes, no dia, a mãe repete para os filhos: vocês vão ver quando seu pai chegar! Mas, o pai também se equivoca toda vez que os filhos o procuram e ele rapidamente se esquiva: resolvem lá com sua mãe! 

Pior ainda é o casal que não possui unidade na decisão e um vive desautorizando o outro, desconstruindo uma decisão tomada. Essa postura arrebenta por completo a autoridade do companheiro, transformando um deles no bonzinho da casa, enquanto o outro se torna o carrasco.

O poder do exemplo é outro fator essencial para o exercício da autoridade. Sem ser exemplo ocupamos duas posições e nenhuma delas é funcional: ou nos tornamos autoritários, faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço, ou nos tornamos permissivos, aceitando comportamentos inadequados por saber que nossas atitudes não servem de modelo.

Precisamos, também, no fortalecimento da autoridade, buscar conhecimento, estar antenado ao que acontece nos nossos dias e possuir firmeza em relação ao que desejamos transmitir. Um filho respeita melhor a autoridade dos pais se ele olhar para eles com uma certeza: meus pais sabem do que estão falando!

Por fim, o uso da autoridade pelos pais é legítimo e assim sendo, não podemos abrir mão dessa função. E da mesma forma com que um filho não deve ter medo dos pais, nenhum pai, nenhuma mãe, jamais, em hipótese alguma, deveria temer seus filhos. 


Celso Garrefa

Pedagogo Social
Autor dos livros: "Assertividade, um jeito inteligente de educar"
e "O primeiro dia da minha nova vida"






AS PALAVRAS GANHAM FORÇA QUANDO ACOMPANHADAS DO EXEMPLO

As palavras possuem um poder fantástico de influenciar, desde que elas venham acompanhadas do exemplo, sem isso, perdem o crédito. Por outro...