Os pais que não exercem sua autoridade perdem o respeito dos filhos e o controle da casa, e não só isso, também perdem os domínios da própria vida. Mas, afinal, como podemos conquistar e fortalecer essa atitude fundamental e fazer com que nossa autoridade seja respeitada?
Em primeiro lugar precisamos compreender que o exercício de autoridade não se conquista através da ameaça, da agressividade, da estupidez ou com atitudes grotescas. Esses tipos de comportamentos provocam medo e nenhum filho deveria ter medo dos pais, mas todo filho tem o dever de respeitá-los.
Autoridade se constrói, é legítima e assim sendo, o primeiro passo é assumi-la. Muitos vezes queremos transferi-la e a transferência daquilo que é nosso dever, enfraquece nossas ações. Quantas vezes, no dia, a mãe repete para os filhos: vocês vão ver quando seu pai chegar! Mas, o pai também se equivoca toda vez que os filhos o procuram e ele rapidamente se esquiva: resolvem lá com sua mãe!
Pior ainda é o casal que não possui unidade na decisão e um vive desautorizando o outro, desconstruindo uma decisão tomada. Essa postura arrebenta por completo a autoridade do companheiro, transformando um deles no bonzinho da casa, enquanto o outro se torna o carrasco.
O poder do exemplo é outro fator essencial para o exercício da autoridade. Sem ser exemplo ocupamos duas posições e nenhuma delas é funcional: ou nos tornamos autoritários, faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço, ou nos tornamos permissivos, aceitando comportamentos inadequados por saber que nossas atitudes não servem de modelo.
Precisamos, também, no fortalecimento da autoridade, buscar conhecimento, estar antenado ao que acontece nos nossos dias e possuir firmeza em relação ao que desejamos transmitir. Um filho respeita melhor a autoridade dos pais se ele olhar para eles com uma certeza: meus pais sabem do que estão falando!
Por fim, o uso da autoridade pelos pais é legítimo e assim sendo, não podemos abrir mão dessa função. E da mesma forma com que um filho não deve ter medo dos pais, nenhum pai, nenhuma mãe, jamais, em hipótese alguma, deveria temer seus filhos.
Pedagogo Social
Autor dos livros: "Assertividade, um jeito inteligente de educar"
e "O primeiro dia da minha nova vida"


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