sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
VÍTIMAS E AGRESSORES
quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
QUEM É VOCÊ?
Quem é você? Essa parece uma pergunta simples, só parece. Como é complexo olhar para nós mesmos, saber quem somos, remover máscaras, perceber nossos defeitos, mas também reconhecer nossas qualidades.
Raízes culturais é o primeiro princípio do Amor-Exigente, um programa que transforma vidas, e o primeiro passo para isso é nos desvelar, reconhecer que possuímos uma identidade única, e podemos ser quem somos, sem precisar encarnar personagens para agradar a todos.
domingo, 4 de janeiro de 2026
DESAPEGUE E VIVA COM LEVEZA
Reorganize seu quarto, revise suas paredes, esvazie suas gavetas, elimine o que não serve mais, o que não agrada mais, o que não faz mais sentido. Elimine, principalmente, o que não traz boas lembranças, aquilo, cuja memória nos faz sofrer.
A partir disso, veja o que está cuidadosamente guardado, esperando o momento certo para ser utilizado. Aquelas belas taças guardadas no armário à espera de visitas, aquela roupa de cama esperando uma ocasião especial, o presente ganho no casamento e ainda cuidadosamente encaixotado. Eles não foram feitos para ficarem guardados, mas para serem utilizados. A vida acontece agora, viva-a, agora, que o tempo passa e como passa rápido.
Mas, não se contente com aquilo que é material. Faça também uma faxina em seus sentimentos e desapegue daqueles que machucam, daqueles que insistimos em carregá-los ao longo da vida. Desapegue da raiva, liberte-se dos ressentimentos, livre-se da carga pesada do sentimento de culpa, descarte as mágoas. Remova todo o peso que te impede de caminhar.
Seja uma nova pessoa neste novo ano e viva o que de fato vale a pena ser vivido. Valorize o que, de fato, vale a pena ser valorizado. Não se aborreça por bobagens. Pare de remoer o passado e foque no novo, no futuro. Se preciso for, perdoe-se; se necessário for, reconstrua-se, se precisar, busque ajuda e faça de cada dia deste novo ano, o primeiro dia da sua nova vida.
Celso Garrefa
Pedagogo Social
Autor dos livros: Assertividade, um jeito inteligente de educar e Primeiro dia da minha nova vida
terça-feira, 30 de dezembro de 2025
OS FILHOS DOS QUARTOS
Até pouco tempo nossas casas eram vistas como um ambiente seguro, uma fortaleza que protegia, que colocava nossos filhos livres dos perigos das ruas, e hoje o perigo vai além das ruas e também reside dentro dos nossos lares.
É equivocado acreditar que os filhos dos quartos estão isolados do mundo. Não estão. As tecnologias permitem o contato com qualquer pessoa de qualquer lugar do planeta, de forma instantânea. Porém, e isso preocupa, eles estão cada vez mais isolados e distantes da família.
A família, que deveria ser a base da formação da criança, do jovem, hoje possui concorrências poderosas, que são as redes sociais, os joguinhos, os youtubers, os influenciadores, os vídeos, os amigos virtuais etc. Os algoritmos parecem conhecer nossos filhos melhor que nós mesmos, disponibilizando conteúdos de acordo com o interesse deles, fortalecendo e validando aquilo que eles acreditam.
Tememos deixar uma criança desacompanhada na rua, mas ao deixá-la sozinha em seu quarto permitimos que a rua entre em nossa casa. E o que acessam, o que acreditam, com quem trocam mensagens, quem são seus amigos, o que está acontecendo, o que pensam, o que sentem, quem está do outro lado da rede etc.?
E os problemas vão além do excesso e influência das telas. Sem interação, sem convivência familiar, não se fortalecem os vínculos afetivos, e sem isso, muitos tornam-se frios, distantes e egoístas. Muitos terão dificuldades em socializar, em entrar no mercado de trabalho, em enfrentar os desafios da vida real.
Diante de toda ameaça que os quartos podem representar, ainda fazemos dele o ambiente desejado dos filhos. Colocamos uma tevê de qualidade, com canais a perder de vista, notebook com acesso livre à internet, jogos de videogames, ar condicionado, frigobar e entregamos a chave nas mãos dele. Quando precisam de alguma coisa, enviam o pedido via mensagem de celular e o atendemos prontamente e ainda reclamamos que ele não sai do quarto.
E o que fazer? Para não prolongar tanto este texto, no próximo vamos apresentar algumas dicas, orientações e sugestões para pensarmos o nosso agir diante deste desafio dos tempos modernos. Até breve.
Celso Garrefa - Pedagogo Social
Autor dos livros "Assertividade, um jeito inteligente de educar"
e " O primeiro dia da minha nova vida"
sexta-feira, 26 de dezembro de 2025
O QUE A SUPERPROTEÇÃO E A DESPROTEÇÃO POSSUEM EM COMUM?
Nossos filhos não nascem prontos para a vida. Para sobreviver eles precisam do amparo, do cuidado e da proteção dos pais. Além da proteção básica, como alimentação, cuidados com a saúde, higiene etc., também precisam ser protegidos de qualquer tipo de violência, de maltrato, de exposição a conteúdos inadequados, de exploração sexual etc.
Os pequenos precisam de pais presentes que guiem os seus passos, que os preparem para a vida, e esse é um detalhe importante: preparar para a vida.
Muitas crianças não têm a sorte de nascer em famílias cuidadoras e sofrem vários tipos de abandonos, afetivos, materiais, espirituais etc., muitos convivem diariamente com a violência, seja ela direta ou indireta e são machucadas por aqueles que deveriam protegê-las.
Essa exposição a fatores negativos as colocam em alto grau de vulnerabilidade, ainda que parte delas, apesar de toda adversidade, ainda consigam mudar os rumos da sua vida e construir a própria história.
Por outro lado, no anseio de proteger, muitos pais extrapolam os limites da normalidade e adotam atitudes de extrema proteção, ou suja, a superproteção. E há que refletirmos também e diferenciar a proteção necessária, da superproteção.
E para tanto costumo sugerir uma regra básica e essencial na educação dos filhos: façam tudo o que forem capazes de fazer para proteger, para preservar, para ajudar os seus filhos, mas não façam nada, absolutamente nada, do que eles são capazes de fazer por si mesmos.
Permitam que eles carreguem o material escolar que é deles, permitam que eles levantem do sofá e se sirvam sozinhos de um copo de água, permitam que eles cooperam com o grupo familiar, permitam que eles assumam responsabilidades etc.
Mostre a eles que para tudo há limites, cuidado com os excessos de presentes, de festas, de sins. Ensinem a esperar, a conquistar, a lutar para conseguir. Não premiem comportamentos inadequados e aprenda a importância deles aprenderem o significado da palavra "não" dentro de casa.
Pode parecer loucura, mas continuo afirmando, sem nenhum medo de errar, quando mais facilitamos, quanto mais resolvemos, quanto mais enchemos os filhos de coisas, presentes e sins, sem deles nada exigir em troca, mais estes crescem insatisfeitos e revoltados com os pais. Sem noções de limites eles crescem sentindo o todo poderoso e exigindo cada vez mais.
Pode até parecer absurdo, mas a desproteção e a superproteção colocam os filhos praticamente ao mesmo nível de vulnerabilidade, por isso, volta a repetir: o excesso de tudo faz tão mal quanto a falta de tudo.
Celso Garrefa
domingo, 14 de dezembro de 2025
EMPATIA: QUEM É O "EU" QUE DESEJO COLOCAR NO LUGAR DO OUTRO?
A empatia, ou seja, a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, parece-nos que cada vez mais está em desuso. Desenvolver essa qualidade é fundamental para enxergarmos o outro em suas diversidades, e pensarmos em, de fato, ser um membro capaz de apoiar, de ajudar, de cooperar com aqueles que tanto necessitam de um socorro, de um auxílio.
É necessário, para tanto, pensar sobre a empatia. Muitas vezes nos preocupamos tanto em relação ao nosso próximo e esquecemos de nós mesmos e nos abandonamos. Seguimos cuidando de tudo e de todos, tentando resolver os problemas alheios e não adotamos, em relação a nós mesmos, o autocuidado e assim, vamos nos colocando em segundo, terceiro, décimo plano.
E posto isto, surge um questionamento: qual é o "eu" que desejo colocar no lugar do outro? É um "eu" que não se enxerga, não se valoriza, não reconhece o seu valor e não se ama ou um "eu" que sabe do poder do amor-próprio? Se não somos capazes de nos amar, certamente vamos encontrar dificuldades para amar o outro. Será que esse "eu" que desejamos colocar no lugar do outro, é aquele que ele deseja?
Reafirmamos a importância de desenvolvermos a empatia, ao lidarmos com nossos semelhantes, mas para que isso tenha a funcionalidade que desejamos, primeiro precisamos desenvolver a empatia conosco mesmos. Muitas vezes nos colocamos distantes de nós mesmos, ausentes de nossa realidade, vivemos de fantasias, e de acordo com padrões estabelecidos pelos outros. Ou seja, desejamos nos colocar no lugar do outro, e quem sou eu?
Por tudo isso, somos o ponto de partida, cuidando-nos, valorizando-nos, plenos de amor-próprio, e assim, que possamos ser capazes de colocar no lugar do outro um "eu" que valha a pena.
Celso Garrefa
terça-feira, 11 de novembro de 2025
SEM DISCIPLINA FAZEMOS O NOSSO MÍNIMO E NÃO CHEGAMOS A LUGAR ALGUM
Na tentativa de mantermos
a ordem e a organização familiar, acabamos por fazer aquilo que é dever do
outro e quanto mais fazemos por ele, mais ele se torna indisciplinado e
folgado. Não dá para esperar disciplina sendo permissivos com toda espécie de
maus comportamentos; não conseguimos organizar nada com ausência de regras e falta de planejamento na casa, não conquistamos cooperação sem permitir que cada um assuma as suas funções.
O ato de exigir do outro
é cobrar dele, com autoridade, aquilo que é sua obrigação, seu dever. É obrigação dos filhos tratar os seus pais com respeito, e assim sendo, temos o direito de exigir que nos respeitem. E para exigir com autoridade precisamos, primeiro, cuidar dos nossos comportamentos e fazer deles um modelo a ser seguido, caso contrário, tornamo-nos autoritários.
Devemos, ainda, ter claro que não é necessário utilizarmos de gritos, ameaças ou escândalos para disciplinar. Quando buscamos esse objetivo através do medo, ele possui data de validade e termina quando as forças se equiparam. O ideal é conquistá-la com comportamentos equilibrados, coerentes e responsáveis, transmitindo e incentivando a disciplina como meio de alcançar objetivos, de organizar nossa vida, de realizar sonhos, conscientes de que sem disciplina fazermos o nosso mínimo e não chegamos a lugar algum.
Celso Garrefa
quinta-feira, 16 de outubro de 2025
Entre folgados e sufocados
- Você não presta para nada, reclama a mãe para a filha durante a realização de uma tarefa em conjunto. A filha abaixa a cabeça, para o que está fazendo e se retira. Com essa atitude, a mãe perde uma preciosa oportunidade de estreitar os laços e estabelecer o diálogo, atitudes fundamentais para o fortalecimento dos vínculos afetivos.
Outras vezes queremos poupar os filhos de realizar quaisquer tarefas dentro de casa, preferindo fazer sozinhos aquilo que podemos realizar em parceria.
A cooperação exerce uma função
determinante na aproximação entre pais e filhos, desenvolve a empatia e transmite
a ideia de pertencimento, no entanto, para que haja essa construção não basta
fazer juntos, é preciso aproveitar o momento.
Dependendo da maneira como nos
comportamentos podemos colher resultados opostos. Ninguém se sente valorizado e
incentivado a cooperar se, durante as atividades estamos despejando broncas,
externando nosso mau humor, resmungando e reclamando de tudo.
Por sua vez, se valorizamos o
apoio recebido, realizando as tarefas de forma prazerosa, incentivando e
elogiando quando há merecimento, criamos uma via de mão dupla, dar e receber,
eu preciso de você, assim como você precisa de mim. Isso favorece o respeito mútuo.
Nossa casa pertence a todos
que nela habita e uma convivência familiar sadia exige que a cooperação seja
valorizada nas relações, pois sem ela, os seus membros transitarão entre dois
extremos: os folgados e os sufocados.
Celso Garrefa
segunda-feira, 22 de setembro de 2025
NÃO ACEITO, NÃO CONCORDO, NÃO ADMITO
Precisamos aprender a nos posicionar: não, isso eu não aceito, com isso eu não concordo, isso eu não admito. Se não estabelecermos os limites do aceitável corremos sério risco de sermos tratados sem nenhuma consideração e respeito.
Devemos tomar cuidado com o que muitos chamam de zona de conforto. Muitas vezes ela não passa de uma zona de acomodação. Como seres humanos, vamos nos adaptando e nos ajustando às circunstâncias, mesmo que, por vezes, isso não está nos fazendo bem. Acomodamos ao grito nos ouvidos, para não contrariar, permitimos uma estupidez com medo de perder, aceitamos um comportamento insano, sob a justificativa do amor.
Mudar esse processo é urgente, e para tanto, não é preciso diminuir o tamanho e importância do outro, mas reconhecer também a nossa importância, as nossas qualidades, os nossos valores, e também sentir merecedores do respeito, do cuidado. Merecedores, em primeiro lugar, do amor-próprio, pois sem ele nos sujeitamos a toda espécie de abusos.
Nesse processo de cura é fundamental trocarmos a acomodação pela incomodação. Enquanto nos acomodamos não corrigimos o que precisa ser melhorado, e o que é pior, a tendência é de que as coisas se agravem até atingir proporções insustentáveis e perigosas.
Também é necessário coragem para agir, para encarar ou mesmo provocar um conflito, conscientes de que um conflito não significa provocar uma guerra, mas abrir a possibilidade da reflexão, onde a outra parte tem vez e voz, mas isso não pode aniquilar a minha vez, nem calar a minha voz.
Celso Garrefa
Autor dos livros "Assertividade, um jeito inteligente de educar" e "O primeiro dia da minha nova vida".
terça-feira, 22 de julho de 2025
PARENTES E AFINS - RESPEITO E FRATERNIDADE
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sábado, 12 de julho de 2025
QUEM ESTÁ NO COMANDO DO MEU "EU"
O sétimo princípio básico do Programa Amor-Exigente cita que "tomar atitude precipita uma crise". Mas, crises incomodam, causam desconforto e insegurança, e muitos de nós não queremos abandonar nossa zona de acomodação.
No entanto, existem momentos na vida em que nos deparamos com grandes desafios, que nos colocam diante de uma enorme crise e para enfrentá-la não existe outro caminho que não seja por meio da ação, da atitude.
E isso nos coloca diante de um dilema: se já estamos vivenciando uma grande crise, por que tomar atitudes para provocar novas crises?
Acontece que as crises que vivenciamos muitas vezes foram provocadas pelos comportamentos do outro e, portanto, ele a administra de acordo com os seus interesses, enquanto nós arcamos com as consequências. Uma criança provoca uma crise de birra para desestabilizar os pais e eles cederem, atendendo o desejo dela; um jovem dependente químico ameaça abandonar a família, se ela dificultar seu acesso às drogas, para convencê-la a bancar seu vício etc.
A partir do momento em que começamos a agir, a tomar atitudes em relação aos comportamentos alheios, que desaprovamos, quem vão precisar se ajustar às nossas ações são eles.
Devemos, ainda, compreender que tomadas de atitudes são ações concretas, que possuem um objetivo a ser alcançado. Devem ser ações que se sustentam, que temos condições de mantê-las com firmeza, caso contrário, caímos nas ameaças vazias e perdemos o crédito.
Enquanto nos sujeitamos aos comportamentos inadequados do outro, sofremos as consequências das crises por ele estabelecida, mas quando nós tomamos atitudes, quem vai precisar se ajustar às nossas mudanças é ele. Tomar uma atitude significa, portanto, retirar o comando da nossa vida das mãos de outra pessoa e trazê-la para o nosso domínio, esse é o segredo da mudança positiva que tanto desejamos.
Celso GarrefaAutor dos livros: "Assertividade, um jeito inteligente
de educar" e "Primeiro dia da minha nova vida".
quarta-feira, 9 de julho de 2025
GRATIDÃO, GRATIDÃO, GRATIDÃO
Um dia, algumas linhas escritas, um blog simples, e eu começava a transformar em textos minhas vivências, minhas experiências e meus conhecimentos do Programa Amor-Exigente.
Sempre evitei criar polémicas, e tudo o que transmito, através dos textos, é com muito cuidado e respeito, com o objetivo de levar um mínimo de conhecimento e de conforto para as famílias que tanto sofrem com o problema da dependência do álcool e outras drogas e despertar nelas a importância de buscar ajuda, com a certeza de que é possível vencer esse flagelo.
Não tinha a dimensão do quanto isso se expandiria, do tanto de retorno que recebo de pessoas através de mensagens de gratidão, de agradecimento, de reconhecimento.
O que começou pequeno, hoje ultrapassou a marca de meio milhão de visualizações no blog, mais de 230 textos publicado, cinco anos de matéria para o encarte da revistAE, artigos em diversos sites, jornais e revistas, palestras em inúmeras cidades e dois livros lançados: "ASSERTIVIDADE, UM JEITO INTELIGENTE DE EDUCAR" e "O PRIMEIRO DIA DA MINHA VIDA VIDA"
Só posso terminar esse texto com três palavras: GRATIDÃO, GRATIDÃO, GRATIDÃO. Contem sempre comigo.
Celso Garrefasexta-feira, 27 de junho de 2025
SERÁ QUE O MEU FILHO ESTÁ USANDO DROGAS? COMO SABER?
Além disso, quando a família começa a desconfiar, até como um mecanismo de defesa, em um processo inconsciente, ela atravessa a fase da negação. O primeiro caminho é aceitar o óbvio, mesmo que isso cause decepções e desconfortos. Até que negamos o problema, nada fazemos para tentar corrigi-lo.
A percepção do uso depende muito
da pessoa e do tipo de substância que ela está consumindo. Segue abaixo alguns
indícios de que algo possa estar acontecendo e que servem de alerta para os
pais:
1 – Mudança repentina de humor e
comportamento;
2 – Mudança no quadro de amizades
(distanciamento dos considerados “bons amigos”, para aproximar de um grupo de
amigos suspeitos;
3 – Dificuldade para dormir
(noite toda acordado), quando dorme atravessa longo período no sono;
4 – Gastos elevados de dinheiro,
sem que não se identifiquem onde foi gasto;
5 – Endividamento;
6 – Pedido de dinheiro em
sequência e com insistência (no mesmo dia, pede dinheiro duas, três, quatro
vezes);
7 – Em estágio avançado,
desaparecimento de pertences da casa (podem estar sendo trocados por
substâncias);
8 – Irritabilidade, ansiedade;
9 – Mudança de humor, em curto
espaço de tempo, exemplo: está irritado, inquieto, incomodado, sai para a rua e
retorna pouco depois com comportamento totalmente diferente, quieto, tranquilo,
calmo ou vice-versa.
10 – Mudanças físicas: olhos
vermelhos, irritados, fungação de nariz (parece que está sempre com gripe),
dilatação da pupila, falta de apetite (no caso da cocaína), muito apetite (no
caso da maconha), descuido da aparência, relaxo com a higiene pessoal;
11 – Distanciamento familiar;
12 – Evita conversa, evita olho
no olho, cabeça baixa e qualquer tentativa de diálogo é recebida com incômodo e
irritabilidade;
13 – Muito tempo ausente de casa,
até mesmo em dias do meio da semana, inclusive atravessando a noite e
retornando tarde no outro dia, com desculpas de que estava em churrasco ou
festas com amigos,
14 – Fala em desacordo com sua
normalidade (rápido demais ou devagar demais);
15 – Perda de dias de trabalho,
sem motivos aparentes;
16 – Mentiras frequentes,
chantagens, manipulações;
17 – Não despreze o consumo
abusivo do álcool, ele também é droga e assim deve ser encarado, sem
minimização, sem glamorização;
18 – Não ignore o alerta de
outras pessoas, se estão abordando sobre o problema é porque algo está
acontecendo e o objetivo é tentar ajudar, pois o quanto antes a família tomar
conhecimento do problema, mais rápido ela pode começar a agir;
19 – Não perca tempo em perguntar
para ele se está fazendo uso, ele vai negar, inclusive jurando que não faz.
Obs.: O fato de eles enquadrarem
em um ou outro fator descrito acima não significa que estão fazendo uso das
drogas, no entanto, quanto mais itens se enquadram maiores são as
probabilidades de que algo está acontecendo e isso exige atenção e urgência.
Havendo qualquer indício de uso,
ou suspeita, não fique sozinho, procure o Programa Amor-Exigente em sua cidade
ou o mais próximo.
Celso Garrefa
sexta-feira, 2 de maio de 2025
LIBERTE-SE DA CULPA QUE TE PRENDE AO PASSADO
As causas de um problema, geralmente, não estão associadas apenas a um fator, mas a um conjunto de circunstâncias que atuam na vida de uma pessoa; no entanto, costumamos ignorar essa realidade, assumimos para nós a culpa pelo contratempo e menosprezamos todo o resto.
Afetados pelo sentimento de culpa nos autocondenamos e, consequentemente, paralisamos qualquer tentativa de ação, isso porque esse sentimento está relacionado ao passado e não há como modificarmos o que passou.
Para seguirmos em frente, vamos precisar nos libertar do peso causado pelo sentimento de culpa, soltar as correntes que nos prendem ao passado e assumir responsabilidades no presente, como citado pela frase, de autor desconhecido: "Culpas, desculpas e culpados são pesos desnecessários que travam os passos, corroem os laços e dificultam o caminhar. Portanto, assuma as responsabilidades que lhe cabe, repare o que for possível e avance, sem olhar para traz".
Autor dos livros "Assertividade, um jeito inteligente de educar" e "Primeiro dia da minha nova vida"
quinta-feira, 17 de abril de 2025
CONSTRUINDO UMA AUTORIDADE SÓLIDA
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| (Imagem gerada por IA) |
O primeiro equívoco é tentar conquistá-la através de comportamentos hostis, grotescos ou violentos, ou através de gritos histéricos e atitudes agressivas. Não construímos uma autoridade sólida através da violência, e sim através de comportamentos equilibrados, de posicionamentos claros e firmes, onde o sim possui valor de sim, no entanto, quando o não é a resposta necessária, ele precisa prevalecer.
Posicionamentos frágeis e atitudes que não se sustentam, além de minar qualquer possibilidade de sucesso na construção de uma autoridade sólida, ainda nos tornam presas fáceis para filhos manipuladores, que são experts na arte de insistir, de incomodar, de manipular, até conquistarem aquilo que desejam.
O relacionamento do casal exerce um papel determinante no fortalecimento ou na fragilização da autoridade. Falar a mesma língua, em relação à educação dos filhos, é um fator positivo nessa construção, mas quando um vive desautorizando o outro, desconstruindo um combinado, são fatores negativos que enfraquecem essa conquista.
Por fim, não dá para falar em autoridade sem abordar um fator essencial para essa construção, que é o poder do exemplo. Sem sermos exemplos acabamos adotando atitudes nada funcionais: ou nos tornamos autoritários - faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço - ou nos tornamos permissivos e fechamos os olhos para os comportamentos que desaprovamos. E relembrando, mais uma vez, um dos lemas do Programa Amor-Exigente: Eu amo você, mas não aceito aquilo que você faz de errado.
Celso Garrefa
Pedagogo Social
Autor dos livros "Assertividade, um jeito inteligente de educar" e "O primeiro dia da minha nova vida"
terça-feira, 8 de abril de 2025
QUAL É O SEU PAPEL?
É necessário buscarmos o equilíbrio nessa relação, compreendendo as mudanças de mundo. Dialogar com a atual geração, da mesma forma com que lidávamos no passado, significa não respeitar as mudanças ocorridas ao longo do tempo, tornando nossa missão menos eficiente.
Os filhos da atual geração exigem novas formas de abordagens. Isso não significa igualar os papéis. Os pais continuam sendo pais e os filhos continuam sendo filhos; isso não muda e precisa ser preservado. Se o autoritarismo do passado não se encaixa na educação moderna, a autoridade dos pais é legítima, é necessária e deve ser exercida com firmeza, de forma responsável, consciente e coerente.
Se deixarmos de exercer uma função que nos é de direito, abrimos espaço para outros assumirem. Agindo assim, perdemos o controle da nossa vida e passamos a viver sob os domínios dos outros, inclusive por quem ainda não está preparado para isso ou por quem não gostaríamos que estivesse no comando.
Celso Garrefa
Pedagogo Social
Autor dos livros "Assertividade, um jeito inteligente de educar" e "O primeiro dia da minha nova vida"
sexta-feira, 28 de março de 2025
A CONFIANÇA PERDIDA E O PAPEL AMASSADO
sexta-feira, 21 de março de 2025
VOCÊ PRECISA CONFIAR EM MIM
Um dos desafios das pessoas em processo de recuperação da dependência do álcool ou de outras drogas é lidar com a falta de confiança da família. Eles queixam que, apesar dos seus esforços, a desconfiança ainda prevalece com muita força. Por outro lado, os familiares relatam que desejam intensamente confiar, mas não conseguem fazê-lo. Como lidar com isso?
Não precisamos de muita coisa para perdermos a confiança em alguém, mas recuperá-la é um desafio que exige muito esforço e mesmo assim, precisa de tempo, que não costuma ser pouco. Enquanto a pessoa estava no uso, os familiares conviveram com tantas mentiras e promessas não cumpridas, que cansaram de palavras. Conversas não convencem mais. A recuperação da confiança é um desafio a longo prazo, que precisa ser conquistada e não cobrada, e isso só é possível através de novas e permanentes atitudes e comportamentos.
A pessoa em recuperação ajuda muito quando, num exercício de humildade, posiciona os familiares em relação ao que pretende fazer, onde deseja ir, a que horas pretende voltar e consequentemente, cumpre rigorosamente com aquilo que foi combinado. Essas atitudes encurtam o processo de retomada da confiança.
sábado, 15 de março de 2025
CONFIANÇA PERDIDA, DIFÍCIL RESGATE
Quem convive com um dependente do álcool ou de outras drogas conhece muito bem algumas características marcantes presentes nessas pessoas, como a mentira, a chantagem, a manipulação e as promessas não cumpridas. Nunca estão onde dizem estar, raramente cumprem com os horários combinados, dizem que vão se cuidar, porém retornam para casa sobre efeito de álcool ou outras drogas. Prometem que vão melhorar, mas não mostram mudança alguma, com isso, a confiança é perdida, cedendo espaço para as desconfianças.
QUEM VAI ROMPER O CICLO?
Quantos de nós foi o primeiro a fazer uma faculdade na família, após gerações e gerações que não tiveram a oportunidade de avançar nos estud...
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Problemas complexos e de difíceis soluções costumam minar nossas energias, atingir nossos limites e, como consequência experimentamos, por v...
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O sétimo princípio ético familiar do Programa Amor-Exigente cita que devemos agir com respeito e fraternidade no relacionamento com nosso...















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